Oito mortos em confronto entre Comando Vermelho e forças de segurança em Rondônia

Operações contra facção criminosa aumentam violência em Porto Velho; Força Nacional é mobilizada

Os confrontos entre o Comando Vermelho (CV) e as forças de segurança de Rondônia chegaram ao seu quarto dia nesta quinta-feira, 16 de janeiro. Na quarta-feira, os ataques resultaram em oito mortes, o que levou o governador Marcos Rocha a solicitar apoio federal. Em resposta, o Ministério da Justiça enviou a Força Nacional para reforçar as operações de segurança. Além disso, a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso disponibilizou um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) para apoiar as ações em Porto Velho. Outros estados, como Amazonas e Acre, também enviaram reforços para combater a violência.

De acordo com a Rede Amazônica, a maior parte das vítimas mortas eram pedestres ou pessoas que estavam nas ruas da capital. Ao todo, 14 moradores da Zona Leste de Porto Velho foram baleados, com seis não sobrevivendo aos ferimentos. Outros dois suspeitos foram mortos em confrontos com as forças de segurança.

A Força Nacional foi mobilizada para permanecer em Rondônia por 90 dias, e nas redes sociais, a Polícia Civil de Rondônia divulgou imagens de foragidos da Justiça, apontados como líderes do CV, como parte de uma intensificação nas buscas.

A violência teve início na última segunda-feira, quando a Polícia Militar (PM) realizou operações contra o CV no conjunto habitacional Orgulho do Madeira. Uma dessas ações, realizada no dia 8 de janeiro, resultou na morte de um dos chefes do CV no estado. O clima de tensão aumentou no domingo (14), com o assassinato do cabo Fábio Martins, vítima de seis tiros na cabeça, também no Orgulho do Madeira. A PM considerou o crime uma retaliação da facção criminosa. No mesmo dia, criminosos tentaram explodir um totem de segurança na área, e, dias antes, uma viatura policial foi atacada a tiros.

Em resposta a esses ataques, a Polícia Militar iniciou a Operação Aliança Pela Vida, Moradia Segura II, com o objetivo de ocupar o conjunto habitacional Orgulho do Madeira. Durante a operação, os policiais foram recebidos a tiros. Os ataques se intensificaram, com criminosos incendiando ônibus na cidade. Até o momento, mais de 20 veículos foram queimados, aumentando ainda mais a tensão em Porto Velho.