Polícia prende suspeitos de sequestrar a modelo Luciana Curtis e a família em SP

Nove integrantes da quadrilha foram detidos; crime ocorreu em novembro

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira oito pessoas suspeitas de terem atuado no sequestro da modelo brasileira Luciana Curtis, do marido, o fotógrafo Henrique Gendre, e da filha caçula do casal. O crime ocorreu em 27 de novembro, na saída de um restaurante na Zona Oeste da capital paulista.

De acordo com o diretor-geral da corporação, Artur Dian, foram presos “os principais” integrantes da quadrilha que manteve a família refém em um cativeiro na Brasilândia, Zona Norte de São Paulo, por cerca de 12 horas.

Uma mulher que integra o grupo já havia sido presa antes da operação desta quinta-feira. Ela, segundo as investigações da Delegacia Antissequestro (DAS) e do Departamento de Operações Estratégicas (Dope), trabalhava em uma casa lotérica e fazia o pagamento de boletos do grupo para lavar o dinheiro de origem criminosa.

São três homens e seis mulheres presos até o momento pelo crime. As prisões foram efetuadas na própria Brasilândia e também no Brás, na região central. Um dos criminosos tentou fugir pelo telhado, segundo relatou o delegado Paulo Pilz, do Dope.

— Trata-se de um criminoso contumaz, que já respondia por roubos. Quando ele percebeu a aproximação da polícia, ele tentou fugir pelo telhado, pela laje, mas foi contido e está detido — disse.

A polícia ainda apura o cometimento de outros crimes pelo grupo, como extorsão qualificada, lavagem de dinheiro e roubos.

Luciana Curtis e a família tornaram-se vítimas dos criminosos ao deixarem um restaurante no Alto da Lapa. Imagens de câmeras do estabelecimento cedidas à polícia nesta sexta-feira, mostram a família caminhando até o carro, que estava estacionado a alguns metros de onde jantaram. Minutos depois, por volta de 21h, o veículo volta a aparecer nas cenas, momento em que teria acontecido o sequestro.

A família foi mantida em um barraco de madeira improvisado com um colchão, uma pia e um vaso sanitário, e depois foi abandonada pela quadrilha. Segundo Dian, os criminosos fugiram “minutos antes” da chegada da polícia ao local.

O carro da família, um SUV avaliado em mais de R$ 200 mil, foi encontrado carbonizado no dia seguinte à libertação dos reféns, na Vila Penteado, bairro vizinho à Brasilândia.