A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), instituição pública estadual localizada em São Paulo, está investigando uma série de acusações contra alunos que se passaram indevidamente por professores e diretores. De acordo com a denúncia, os estudantes cobraram uma taxa de matrícula dos calouros e ainda forneceram informações incorretas sobre a data da matrícula. Quando questionados, os envolvidos alegaram que o ocorrido fazia parte de um trote. A reitoria da Famerp esclareceu que nenhum calouro foi prejudicado e que a conduta dos alunos não reflete os princípios da instituição. A Famerp ainda informou que está tomando as devidas providências jurídicas e administrativas para responsabilizar os envolvidos e proteger outros possíveis afetados.
Em nota oficial, a Famerp declarou que o comportamento dos alunos é incompatível com os valores da instituição, que se dedica a formar profissionais de excelência. A universidade reforçou que a atitude dos acusados causou desrespeito à comunidade acadêmica, gerando danos ao patrimônio público e à Vunesp, que também teve que tomar ações para corrigir a situação. A Famerp afirmou, ainda, que suas ações são baseadas em ética e compromisso com a educação, e qualquer tentativa de prejudicar o processo seletivo fere os princípios da instituição.
O Centro Acadêmico da Famerp também se manifestou, ressaltando que, embora compreenda a prática de trotes, considera que ela ultrapassou os limites do respeito, da ética e do bom senso. Os alunos acusados de realizar a fraude estão cursando o sexto período do curso de Medicina.
A instituição também informou que realiza uma constante vigilância sobre a prática de trotes, implementando campanhas de conscientização para orientar os estudantes sobre a importância da ética, respeito e responsabilidade no ambiente acadêmico. Além disso, no início de fevereiro de 2025, a Famerp enviou ofícios aos centros acadêmicos e atléticas sobre a legislação que proíbe os trotes.