Bolsonaro defende revogação da Lei da Ficha Limpa e se considera “radical”

Proposta na Câmara pode reduzir de oito para dois anos o período de inelegibilidade, beneficiando Bolsonaro

Nesta sexta-feira (7/2), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou as redes sociais para manifestar apoio à revogação da Lei da Ficha Limpa. De acordo com Bolsonaro, a revogação ou alteração da legislação poderia abrir caminho para sua candidatura à presidência em 2026, visto que ele foi considerado inelegível em dois processos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Sua declaração ocorre no contexto de um debate crescente sobre um projeto de lei complementar (PLP), proposto pelo deputado Bibo Nunes (PL-RS), que busca reduzir de oito para dois anos o período de inelegibilidade. A proposta inclui uma alteração na Lei da Ficha Limpa, estabelecendo que o prazo de inelegibilidade começaria a contar a partir da eleição que causou a punição, ao invés de ser contado desde a condenação.

Em sua publicação, Bolsonaro argumentou que a atual legislação tem sido usada para “perseguir” a direita no Brasil, embora não tenha apresentado evidências para sustentar sua alegação. Ele também mencionou o impeachment de Dilma Rousseff (PT) e o retorno dos processos envolvendo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à primeira instância como exemplos de abusos da lei.

“O objetivo da Lei da Ficha Limpa é apenas perseguir a direita, e ponto final. Eu teria muitos casos para citar”, afirmou o ex-presidente. Bolsonaro não limitou sua fala a uma simples revisão da legislação, mas defendeu sua total revogação. “Eu sou radical, o melhor seria revogar essa lei, assim ninguém mais seria perseguido. E quem decide se um candidato deve ser eleito ou não é o povo”, concluiu.