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Bolsonaro desafia denúncia da PGR sobre trama golpista: ‘Caguei para a prisão’

Por Brasil Direto

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) minimizou nesta quinta-feira (20) as especulações sobre a possibilidade de ser preso após o julgamento da denúncia envolvendo sua participação em um golpe de Estado, um processo que pode ocorrer ainda este ano. “O tempo todo falam em ‘vamos prender o Bolsonaro’. Caguei para isso”, declarou. Essa foi a primeira manifestação pública de Bolsonaro após a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter formalizado uma denúncia contra ele por liderar um golpe em 2022, com penas que podem ultrapassar 50 anos de prisão.

A declaração ocorreu durante o Primeiro Seminário de Comunicação do PL em Brasília, onde o ex-presidente também falou sobre a ausência de liberdade de expressão no Brasil e negou qualquer envolvimento em um golpe. Em tom provocativo, Bolsonaro chamou os eventos de 8 de janeiro de 2023 de um “golpe da Disney”, devido ao fato de ele estar em Orlando (EUA) na ocasião.

Bolsonaro ainda criticou a situação do país e se comparou aos condenados que não estão presos, como delatores e empresários com acordos de leniência. Ele fez uma analogia de que, assim como em uma situação de violência, ele não poderia ficar em silêncio diante das acusações contra si. O ex-presidente também refutou a narrativa de que teria liderado um golpe, destacando que, para ele, quem realmente dá o golpe é quem ganha, não quem perde.

Em sua fala, Bolsonaro também atacou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, referindo-se ao magistrado como um “semideus” e o criticando por sua atuação à frente de inquéritos envolvendo o ex-presidente, incluindo o processo relacionado ao golpe. Em outro momento, ele voltou a questionar a integridade das urnas eletrônicas, reiterando dúvidas sobre sua eleição de 2018, o que já resultou na sua inelegibilidade por parte do TSE.

Além disso, Bolsonaro fez críticas ao governo de Lula, especialmente sobre o preço de itens básicos, como ovos e café, e convocou seus apoiadores a se reunirem em Copacabana, no Rio de Janeiro, no dia 16 de março, para pedir a anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.

Embora tenha evitado comentar diretamente sobre uma possível candidatura à presidência em 2026, Bolsonaro aproveitou para reforçar a ideia de que, se tivesse apoio suficiente no Congresso, seria capaz de mudar o destino do Brasil. Ele encerrou sua fala com um grito de “ihu” e a frase: “Brasil, acima de tudo, Deus acima de todos”.

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