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Com crucifixo nas mãos, assassino de motorista diz se “arrepender amargamente”

Por Metrópoles

O comerciante Francisco Evaldo de Moura Silva (foto em destaque), 56 anos, confessou ter matado o motorista de transporte escolar Adriano de Jesus Gomes, 48, na Quadra 408 de Samambaia Norte. Ao Metrópoles, com crucifixo nas mãos, homem disse que se arrepende “amargamente” do crime. Ele se entregou à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na manhã desta sexta-feira (7/2).

O que aconteceu:

De acordo com o assassino, a arma do crime pertence ao filho dele, que seria policial do Exército. Francisco confirmou que havia provocações entre ele e a vítima desde quando se mudou para a casa, há cerca de 15 anos. Pouco antes do crime, o comerciante e o motorista discutiram por causa do local onde Adriano estacionava o ônibus escolar na vizinhança.

Questionado sobre o que motivou os disparos, o comerciante disse que, na ocasião, foi ameaçado pelo filho da vítima e se sentiu acuado pelos dois. Após os disparos, o comerciante voltou para a casa e saiu de carro. “Ele se evadiu do local pela própria segurança”, alegou o advogado Eduardo Vinicius Lopes de Castro.

Em uma ocasião anterior, Francisco ainda teria brigado com a esposa da vítima enquanto ela lavava a área da própria residência.

Crime

O espaço em volta de uma praça pública em Samambaia teria motivado o assassinato do motorista de transporte escolar Adriano de Jesus Gomes. Testemunhas do assassinato relataram que a confusão entre a vítima e o atirador, o empresário Francisco Evaldo de Moura, começou nas primeiras horas do dia. Câmeras de segurança registraram o momento da discussão entre os três envolvidos, bem como o tiroteio.

Veja:

Francisco teria ido à casa de Adriano e iniciado uma discussão após ver o carro de um dos filhos da vítima, identificado como Gabriel Ferreira, 20, estacionado em uma área pública. Moradores da quadra relataram que o empresário acreditava ser dono desse espaço.

Durante a briga com a vítima, Francisco sacou uma arma da cintura e disparou ao menos quatro vezes contra Adriano e Gabriel – que não se feriu. Depois, deixou o local em um Chevrolet Ônix prata.

Quando o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) chegou ao local, encontrou Adriano morto, com perfurações na região do pescoço e do tórax. Ele deixa a esposa, Elaine, e dois filhos.

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