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Delegado relata impacto violento em acidente que matou 12 estudantes em SP

Por Brasil Direto

Um grave acidente ocorrido em Nuporanga, no interior de São Paulo, resultou na morte de 12 estudantes universitários. A tragédia aconteceu quando um caminhão invadiu a pista contrária e colidiu lateralmente com um ônibus que transportava os jovens. O delegado João Baptistussi Neto, responsável pelo caso e lotado na Delegacia de Morro Agudo, detalhou a dinâmica do acidente.

De acordo com a investigação preliminar, o caminhão de sete eixos, que estava sem carga no momento do acidente, trafegava pela Rodovia Waldir Canevari (SP-355/330) no sentido São José da Bela Vista. O ônibus, por sua vez, seguia no sentido oposto, vindo de Franca com destino a São Joaquim da Barra. A colisão ocorreu por volta das 22h desta quinta-feira (21), e o resgate das vítimas se estendeu ao longo da madrugada.

Segundo o delegado, o motorista do caminhão perdeu o controle da direção e, ao tentar corrigir a trajetória, acabou fazendo uma manobra brusca que o levou a invadir a pista contrária, onde estava o ônibus. O motorista do coletivo ainda tentou desviar, deslocando o veículo para o extremo da via, mas não conseguiu evitar o impacto. O choque arrancou a lateral do ônibus, atingindo diretamente os passageiros que estavam no lado esquerdo, que faleceram no local.

A rodovia em questão não possui acostamento e é cercada por vegetação e terra, com um desnível entre a pista e o solo ao redor. No entanto, conforme apontado pelo delegado, não havia buracos ou irregularidades no asfalto que pudessem ter contribuído diretamente para a perda de controle do caminhão.

O responsável pelo inquérito classificou a conduta do caminhoneiro como imprudente e sem a devida perícia necessária para evitar uma tragédia. “A ação dele resultou na morte de 12 pessoas. Não há indícios de problemas na pista que justificassem a perda de controle do veículo”, afirmou Baptistussi Neto.

Após o acidente, o motorista do caminhão não permaneceu no local para prestar socorro. Ele se escondeu em uma plantação de cana e só se entregou horas depois, quando percebeu que precisava de atendimento médico devido a um ferimento na cabeça. Detido em flagrante, ele responderá por homicídio culposo, lesão corporal culposa e fuga do local do acidente.

A defesa do caminhoneiro, no entanto, contesta essa versão e alega que ele não fugiu, mas permaneceu próximo ao canavial em estado de choque, aguardando a chegada da polícia. De acordo com o advogado Marcos Coltri, o desnível entre a pista e o solo lateral – estimado entre 30 e 40 centímetros – pode ter sido um fator que levou o condutor a se deslocar mais para o centro da rodovia, o que teria contribuído para a colisão.

Por ser uma rodovia de pista simples e mão dupla, motoristas costumam dirigir próximos ao eixo central para evitar que seus veículos tombem, argumentou a defesa. A investigação seguirá para esclarecer todos os detalhes do acidente e determinar eventuais responsabilidades.

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