O Ministério Público Federal (MPF) emitiu recomendações urgentes à Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na Bahia e à Ordem Primeira de São Francisco após o colapso do teto da Igreja de São Francisco de Assis, em Salvador, na última quinta-feira. O acidente resultou na morte de uma jovem de 26 anos e deixou outras cinco pessoas feridas. Entre as ações solicitadas estão a realização de uma vistoria de risco e a análise dos destroços. Uma das principais recomendações é que uma vistoria técnica seja feita para elaborar um relatório detalhado, com o objetivo de avaliar a necessidade de escoramento e outras medidas urgentes para prevenir novos desabamentos.
O MPF também orientou o Iphan a monitorar todo o processo de identificação, separação e triagem dos destroços, garantindo que nenhum material seja removido sem a supervisão de especialistas em preservação de patrimônio histórico e restauração.
Em relação à Ordem Primeira de São Francisco, o MPF sugeriu a execução de escoramento interno e externo da igreja, conforme orientações da vistoria técnica, além da adoção de todas as providências necessárias para garantir que a triagem dos escombros seja feita por profissionais especializados.
Tanto o Iphan quanto a Ordem Franciscana têm um prazo de três dias para informar se irão acatar as recomendações e implementar as medidas indicadas.
O MPF alerta que o descumprimento dessas recomendações pode resultar em medidas judiciais para assegurar a proteção da Igreja de São Francisco de Assis e a responsabilização dos envolvidos.