Em janeiro, superávit da balança comercial chega a US$ 2,1 bilhões, menor valor desde 2022

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 2,1 bilhões em janeiro, conforme divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta sexta-feira (7/2). Esse valor representa uma queda de 65,1% quando comparado ao mesmo mês de 2024, que teve um recorde de superávit de US$ 6,2 bilhões.

Em janeiro, as exportações totalizaram US$ 25,18 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 23 bilhões.

Este superávit é o menor desde 2022, quando foi registrado um déficit de US$ 59 milhões.

De acordo com o governo, as exportações do setor agropecuário apresentaram uma queda de 10,1%, somando US$ 3,79 bilhões. A indústria extrativa também teve um desempenho negativo, com redução de 13,6%, totalizando US$ 7,07 bilhões. Em contrapartida, a indústria de transformação teve um pequeno crescimento de 0,1%, com vendas externas de US$ 14,18 bilhões.

O MDIC explicou que a diminuição nas exportações agrícolas foi puxada pela queda nas vendas de alguns produtos, como trigo e centeio não moídos (-39%), milho não moído exceto o milho doce (-29,9%) e soja (-70,1%).

Entre os produtos com maiores volumes exportados, destacaram-se:

  • Óleos brutos de petróleo: US$ 4,47 bilhões, com redução de 8,3%
  • Minério de ferro: US$ 2,19 bilhões, com recuo de 22%
  • Café não torrado: US$ 1,32 bilhão, com aumento de 79,4%
  • Celulose: US$ 1,01 bilhão, com alta de 44,2%
  • Açúcares e melaços: US$ 995 milhões, com queda de 42%

Apesar de serem os principais parceiros comerciais do Brasil, China e Macau registraram uma queda de 29% nas exportações brasileiras em janeiro. Já a Argentina aumentou suas compras de produtos brasileiros em 58%. Os maiores compradores do Brasil em janeiro foram:

  • China e Macau: US$ 5,57 bilhões, com queda de 29,7%
  • União Europeia: US$ 3,98 bilhões, com alta de 28,3%
  • Estados Unidos: US$ 3,21 bilhões, com redução de 4,3%
  • Associação de Nações do Sudeste Asiático: US$ 2,02 bilhões, com recuo de 24,5%
  • Mercosul: US$ 1,67 bilhão (+35%), sendo US$ 1,21 bilhão destinado à Argentina (+58%).