Ex-prefeito de Taboão da Serra é investigado por atentado forjado e tem R$ 300 mil encontrados em sua residência

Dinheiro encontrado ainda sem explicação; defesa de José Aprígio (Podemos) alega que ele é 'vítima'

Na operação realizada na semana passada, que investigou suspeitos de envolvimento em um atentado simulado contra José Aprígio (Podemos), ex-prefeito de Taboão da Serra, as autoridades encontraram cerca de R$ 300 mil em espécie na residência do político. O achado foi registrado e exibido em vídeo pela TV Globo nesta segunda-feira (24). A Polícia Civil e o Ministério Público ainda estão apurando o envolvimento de Aprígio na farsa.

O episódio teve início em outubro de 2024, quando o veículo de Aprígio foi atingido por disparos de fuzil enquanto circulava pela rodovia Régis Bittencourt. Porém, a investigação concluída na última semana revelou que o atentado foi encenado por aliados do ex-prefeito com o objetivo de gerar comoção eleitoral nas vésperas do segundo turno das eleições. Apesar da manobra, Aprígio não obteve sucesso em sua reeleição. Durante a operação, a Polícia Civil cumpriu dez mandados de busca e apreensão, e Aprígio foi um dos alvos. Um indivíduo foi preso no decorrer das apurações.

A defesa de Aprígio declarou que ele foi “surpreendido” pela reviravolta das investigações sobre o suposto atentado contra sua vida durante as eleições de 2024. “José Aprígio foi vítima de um ataque, em que sofreu um disparo de armamento pesado, o qual felizmente não o matou”, afirmou o advogado Allan Mohamed Melo Hassan em nota.

Nas investigações relacionadas ao ataque, o MPSP firmou um acordo de colaboração com Gilmar e Jesus Santos, este último o motorista do carro de onde partiram os tiros contra Aprígio e já preso desde o ano anterior. Segundo a colaboração, uma pessoa que se apresentou como secretário de Obras de Taboão da Serra teria contratado dois homens, Anderson da Silva Moura, o Gordão, e Clovis Reis de Oliveira, para realizar o atentado. Anderson foi preso na última semana e Clovis permanece foragido.

De acordo com Gilmar, ele havia alertado os comparsas de que o fuzil utilizado poderia perfurar a blindagem do carro de Aprígio. Em seu depoimento, Gilmar revelou que a suposta tentativa de homicídio não passava de uma farsa organizada por aliados do então prefeito. As autoridades ainda continuam investigando a participação de Aprígio no esquema.