Recentemente, o Arquivo Nacional dos Estados Unidos divulgou documentos relacionados ao assassinato de John F. Kennedy, ocorrido em 1963, que fazem referência ao político Leonel Brizola. Na época, Brizola, que ocupava o cargo de governador do Rio Grande do Sul, foi citado em um telegrama enviado por representantes da CIA para o governo americano.
O telegrama revela que Mao Tse Tung, presidente da China, e Fidel Castro, líder de Cuba, haviam oferecido apoio a Brizola, inclusive oferecendo “voluntários”, com o intuito de garantir a sucessão presidencial no Brasil. Brizola, que tinha um papel crucial na tentativa de garantir que João Goulart assumisse a presidência após a renúncia de Jânio Quadros, recusou a ajuda. O governador temia que a aceitação das propostas pudesse resultar em uma crise diplomática com os Estados Unidos. O documento também revela que ele estava receoso de uma possível intervenção americana caso a ajuda fosse aceita, dada a importância estratégica do Brasil no contexto da Guerra Fria.
Esses arquivos fazem parte de uma liberação de documentos secretos determinada por uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em janeiro deste ano. O objetivo era tornar públicos todos os registros ainda mantidos em sigilo sobre os assassinatos de Kennedy, seu irmão Robert F. Kennedy e o ativista pelos direitos civis Martin Luther King Jr. Os arquivos liberados incluem cerca de 80 mil páginas, incluindo relatórios de agências como a CIA.
De acordo com a NBC News, fontes informaram que advogados do Departamento de Justiça dos EUA passaram a noite revisando as centenas de documentos antes de sua publicação.