O cantor Gusttavo Lima decidiu abandonar sua pretensão de se candidatar nas eleições de 2026. Em um vídeo divulgado nesta quarta-feira, 19, Lima anunciou que não seguirá adiante com sua pré-candidatura à Presidência, que havia sido revelada em janeiro.
Ele também descartou, por enquanto, a possibilidade de concorrer a outros cargos eletivos, como o Senado, destacando que irá concentrar seus esforços nas turnês internacionais nos próximos anos. A decisão ocorre pouco menos de três semanas antes do evento marcado para o dia 4 de abril, em que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), lançará oficialmente sua pré-campanha ao Palácio do Planalto.
Caiado, por sua vez, havia demonstrado a intenção de anunciar sua pré-candidatura ao lado de Lima, e o cantor, até então, indicava seu apoio ao governador. No entanto, ele vinha adiando a divulgação de seu próprio projeto presidencial. Os dois são amigos pessoais.
O governador goiano ainda enfrenta um obstáculo jurídico: está, por ora, inelegível por oito anos, conforme uma decisão da Justiça Eleitoral. A condenação se deve ao uso de recursos do governo de Goiás durante a eleição de 2024, para a promoção de um evento em apoio à candidatura de Sandro Mabel (União Brasil) à prefeitura da capital goiana, o que resultou em sua eleição.
A decisão pode ser revista tanto pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) quanto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além disso, nos últimos dias, uma reportagem do Estadão revelou que investigações da Operação Mafiusi, também conhecida como a ‘Lava Jato do PCC’, mencionam o nome de Gusttavo Lima, apontando movimentações financeiras com indícios de lavagem de dinheiro envolvendo negócios feitos pelo cantor.
Lima afirmou que a transação vinculada à operação se refere à compra de uma aeronave; os demais envolvidos não se pronunciaram sobre o caso.
A decisão de não seguir na política também ocorre após a divulgação de pesquisas que mostram uma rejeição significativa à candidatura do cantor. Segundo dados do instituto Paraná Pesquisas, divulgados em 15 de janeiro, 65,7% dos eleitores se opõem à ideia de Gusttavo Lima disputar um cargo público. Por outro lado, 27,8% demonstraram apoio à sua participação, enquanto 6,5% não souberam ou não quiseram opinar. Caso decidisse seguir com a candidatura presidencial, Lima começaria a disputa com 50,6% de rejeição.