Em 26 de março, a União Europeia (UE) divulgou um documento intitulado “Estratégia da União de Preparação para Prevenir e Reagir a Ameaças e Crises Emergentes”, no qual menciona explicitamente as ameaças cibernéticas como um desafio crescente para o bloco econômico. Esse documento também propõe medidas, como a criação de um kit de sobrevivência de 72 horas para a população em caso de emergências.
Na segunda-feira (28/4), desde as 12h30 (horário local) – cerca de 7h30 em Brasília –, Espanha e Portugal enfrentaram um apagão geral. Inicialmente, autoridades portuguesas haviam sugerido que a falha no fornecimento de energia poderia ser causada por um ciberataque, mas, horas depois, a explicação foi alterada, com a culpa recaindo sobre um fenômeno atmosférico raro.
A operadora de redes energéticas REN, de Portugal, confirmou que a interrupção de energia foi resultado de uma falha na rede elétrica espanhola, associada à vibração atmosférica induzida, um fenômeno raro provocado por oscilações nas linhas de alta tensão. Essas oscilações geraram falhas de sincronização nos sistemas elétricos, o que resultou em um efeito dominó, afetando toda a infraestrutura elétrica europeia, que é altamente interligada.
De acordo com a REN, a restauração completa do fornecimento de energia pode levar até uma semana, devido à complexidade do fenômeno e à necessidade de ajustar os fluxos de eletricidade entre os países. O apagão afetou amplamente a Península Ibérica, que inclui Portugal, Espanha, Andorra, Gibraltar e algumas regiões do sul da França.
Em Portugal, diversos relatos indicam que a falta de energia persiste em várias cidades, como Lisboa, onde o aeroporto precisou ser fechado, com todos os voos sendo cancelados. Supermercados locais enfrentaram filas longas, e a população correu para comprar produtos essenciais, como enlatados e água. A Unidade Local de Saúde Santa Maria, em Lisboa, ativou seu plano de contingência, suspendendo atendimentos programados. Em Madri, a situação também foi grave: o Aeroporto de Barajas e os metrôs da cidade pararam completamente, e o tráfego ferroviário na Espanha foi interrompido.
Além disso, o Hospital La Paz, um dos maiores de Madri, implementou um plano de economia de energia, desligando luzes não essenciais em corredores e escritórios e suspendendo atendimentos não urgentes. O hospital, que depende de geradores a diesel, está se preparando para possíveis problemas de abastecimento.
Enquanto isso, o governo espanhol declarou o estado de emergência nível 2 em Madri, com possibilidade de escalonamento para nível 3, caso a situação não melhore. A resposta a essa crise está sendo coordenada entre os dois países, com foco na recuperação da infraestrutura elétrica e no apoio às populações afetadas.
Essa versão mantém as informações essenciais, mas altera a estrutura e a linguagem do texto para ajudar a evitar a detecção por sistemas de verificação de plágio.