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Primeiro-ministro de Portugal minimiza apagão na Europa: ‘Não há motivo para alarme’

Por Brasil Direto

O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, declarou nesta segunda-feira que o apagão elétrico que atingiu o país e outras partes da Europa não teve origem em território português. Após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, Montenegro tranquilizou a população, afirmando que “não há motivo para alarme” e garantiu que os esforços para normalizar o fornecimento de energia seguem intensificados.

O premiê também anunciou que o governo português está trabalhando em conjunto com as autoridades da Espanha para identificar a origem da falha. Ele ainda informou que visitaria o centro de operações da Redes Energéticas Nacionais (REN) para acompanhar de perto as ações de recuperação. Segundo ele, a expectativa é de que a energia seja totalmente restabelecida ainda nesta segunda-feira.

— Sabemos que não foi em Portugal. Tudo indica que a origem está na Espanha, mas ainda é cedo para especular. Estamos atuando em parceria com o governo espanhol. Não há, até o momento, qualquer indício de ciberataque — declarou Montenegro.

O blecaute teve início por volta das 11h30 (horário local) e afetou uma série de serviços essenciais em Portugal, incluindo hospitais, aeroportos, sistemas de transporte público e redes de telecomunicações. Em Lisboa, o metrô interrompeu as operações, semáforos ficaram desligados e bondes elétricos pararam de circular. Já nos aeroportos, o atendimento ocorreu com restrições, enquanto o comércio enfrentou problemas devido à falta de refrigeração.

A REN comunicou que está atuando em coordenação com as autoridades espanholas para restabelecer completamente a distribuição de energia, embora ainda não exista uma previsão oficial para a normalização total. As investigações sobre a causa exata do apagão continuam em andamento.

Para acompanhar o caso de perto, o governo criou um grupo de trabalho e o Conselho de Ministros permanece reunido na residência oficial em São Bento. O presidente da República também segue em contato contínuo com o gabinete do primeiro-ministro para monitorar a evolução da situação.

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