Substituído por Michelle, ex-médico de Bolsonaro quebra o silêncio

Antônio Luiz Macedo, médico que operou Bolsonaro cinco vezes, perde posto

O cirurgião gastrointestinal Antônio Luiz Macedo, que foi responsável por realizar cinco cirurgias em Jair Bolsonaro (PL), revelou que não foi solicitado para acompanhar o estado de saúde do ex-presidente após sua recente operação. Macedo afirmou que, caso fosse convidado, teria prontamente se deslocado para Brasília. “Se houvesse necessidade da minha presença, com certeza eu teria ido. No entanto, não fui procurado. Eu torço para que ele se recupere bem, mas a decisão não partiu de mim”, explicou ao portal Metrópoles.

A troca de equipe médica foi atribuída, segundo Macedo, a uma escolha feita pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e pelo filho mais velho de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Uma das razões apontadas para a mudança seria o caso da ex-deputada Amália Barros (PL-MT), que faleceu em 2024 após ser submetida a diversas cirurgias realizadas pelo próprio Macedo, incluindo a remoção de um nódulo benigno no pâncreas. Apesar disso, Macedo refutou qualquer desentendimento e explicou que a decisão de mudar de equipe médica foi, na sua visão, uma questão logística, já que ele reside em São Paulo e atende em clínicas da rede D’Or.

“É uma questão de praticidade para eles em Brasília, onde moram. Como estou baseado em São Paulo, fica complicado para mim acompanhar tudo de perto. Eu já tratei do Bolsonaro em outras ocasiões e sempre mantivemos uma boa relação”, comentou o médico.

Bolsonaro foi operado no último domingo (13/4) no Hospital DF Star, em Brasília, por uma equipe coordenada pelo cirurgião Cláudio Birolini, diretor do Serviço de Cirurgia Geral Eletiva do Hospital das Clínicas de São Paulo. Macedo expressou respeito pelo trabalho de Birolini e elogiou o sucesso da operação: “Eu tenho confiança de que o procedimento foi feito da melhor forma possível”, afirmou.

O cirurgião ainda deixou claro que não há ressentimentos quanto à substituição. “Não há rivalidade ou qualquer tipo de decepção. O que importa é que o ex-presidente se recupere bem”, concluiu Macedo.