Abril registra inflação de 0,43%, com pressão de alimentos e medicamentos

Saúde e cuidados pessoais lideram variação do IPCA em abril entre os nove grupos

A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA, desacelerou para 0,43% em abril, após 0,56% em março, conforme dados divulgados pelo IBGE. O resultado ficou dentro das projeções do mercado financeiro, que esperava 0,42%. Em 12 meses, a inflação acumulada subiu para 5,53%, afastando-se do teto da meta de 4,5% definida pelo Banco Central.

O principal impacto no índice de abril veio dos alimentos e medicamentos. Os preços dos alimentos desaceleraram, mas ainda assim tiveram forte contribuição para a inflação. O café, por exemplo, acumulou um aumento de 80,2% em 12 meses, o maior desde 1994.

O grupo de saúde e cuidados pessoais teve a maior variação do mês, com um aumento de 1,18%, influenciado principalmente pelos preços dos produtos farmacêuticos, que subiram 2,32%. No entanto, o setor de transportes teve uma redução, puxada pela queda nos preços dos combustíveis e passagens aéreas.

O Banco Central segue com sua política de juros altos, com a Selic a 14,75% ao ano, para tentar controlar a inflação, que continua sendo uma preocupação, especialmente para as famílias de baixa renda. O mercado financeiro projeta uma inflação de 5,53% até o final do ano, distante do teto da meta de 4,5%.