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Chucky, chefão de 25 bocas de fumo, patrocinava serviços advocatícios

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Chucky, chefão de 25 bocas de fumo, patrocinava serviços advocatícios

O chefão da organização criminosa que comandava o tráfico de drogas na Estrutural, Fabiano da Silva Lira, o Chucky, patrocinava serviços advocatícios para integrantes do grupo eventualmente presos, para evitar que os comparsas o entregassem. Ele também usava da violência para controlar os pontos de venda de drogas. Chucky tinha “soldados” do tráfico que circulavam por diversas regiões administrativas com pistolas e escopetas, demonstrando poder e intimidando rivais.

Veja imagens da Operação Monopólio:


O que se sabe até agora: 


Lavagem de dinheiro

O esquema de Chucky utilizava as mais variadas formas de lavagem de dinheiro com o tráfico de drogas. O grupo usava o esquema conhecido como “smurfing”, quando os traficantes fragmentam os depósitos financeiros que são pulverizados em diversas contas, sempre com o objetivo de dissimular a origem criminosa dos recursos.

Pelo menos sete distribuidoras de bebidas eram usadas pela organização criminosa para lavar o dinheiro do tráfico. Além disso, empresas fictícias usadas para a emissão de notas fiscais frias também serviam para o bando justificar uma movimentação milionária.

Empresas fantasmas

Ao menos quatro empresas são comprovadamente fictícias, não possuindo atividade ativa nos domicílios fiscais cadastrados em órgãos públicos. As demais utilizam a mescla de recursos obtidos ilicitamente com outros oriundos da sua atividade principal como método para a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.

Uma das empresas cadastradas em nome do líder da organização criminosa movimentou em notas fiscais entre os dias 17 de fevereiro e 12 de agosto de 2020, período de apenas seis meses, o montante de R$ 2 milhões, valor 10 vezes superior ao faturamento declarado da empresa. Um segundo estabelecimento, entre os dias 19 de abril e 18 de outubro de 2021, movimentou em notas fiscais o total de R$ 1,6 milhão, tendo um capital social de apenas R$ 1 mil.

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