Em uma audiência com diplomatas de todo o mundo, o papa Leão 14 compartilhou sua experiência de vida, mencionando sua trajetória entre a América do Norte, América do Sul e Europa, como exemplo da importância do diálogo entre os povos.
Natural dos Estados Unidos, Robert Prevost atuou como missionário e, posteriormente, bispo no Peru, onde obteve a nacionalidade peruana. Além disso, trabalhou no Vaticano, desempenhando funções como prior geral da Ordem de Santo Agostinho e prefeito do Dicastério para os Bispos, responsável pelas nomeações de bispos ao redor do mundo.
Em seu discurso, o papa destacou sua vivência como “um cidadão, descendente de imigrantes, cujos próprios ancestrais migraram”. Ele refletiu sobre a experiência humana, lembrando que, independentemente de onde estejamos – seja em boa saúde ou doentes, empregados ou desempregados, em nossa terra natal ou em um país estrangeiro – nossa dignidade permanece inalterada, pois somos todos “criações amadas e queridas por Deus”.
Como de costume, Leão 14 também fez um apelo pela paz global. Ele enfatizou, em sua fala, a importância de três palavras-chave: “paz”, “justiça” e “verdade”, que, segundo o papa, devem ser fundamentais em qualquer diálogo.
A audiência ao corpo diplomático é uma das ocasiões anuais importantes para o pontífice, com o Brasil sendo representado pelo embaixador da Santa Sé, Everton Vieira Vargas.
No próximo domingo (18), o papa celebrará a missa de entronização na Praça São Pedro, que marca simbolicamente o início de seu papado. Embora já tenha conduzido algumas missas desde sua eleição no conclave da semana anterior, esta celebração é a mais aguardada e reunirá cerca de 250 mil pessoas no Vaticano, além de 200 delegações internacionais. O Brasil será representado pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin.