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Favela do Moinho: circulação de trens é normalizada após protesto

Por Metrópoles

 A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) afirmou que a circulação de trens está normalizada após ter sido interrompida por protestos de moradores da Favela do Moinho, no centro de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (12/5).

Segundo a polícia, cerca de cinco homens entraram nos trilhos de trem, fizeram uma barricada e atearam fogo, impedindo a circulação dos vagões entre as estações Luz e Barra Funda. Ao todo foram afetadas três linhas, sendo a Linha 7-Rubi, 8-Diamente e 13-Jade.

Agentes do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep) estão no local. Segundo a corporação, apesar do incêndio provocado, a manifestação ocorre de forma pacífica. O fogo já foi extinto pelas equipes do Corpo de Bombeiros.

Moradores da Favela do Moinho protestaram pacificamente na região após o início da demolição de casas pelo governo estadual, em meio ao processo de reassentamento. Ao todo, estão previstas 11 mudanças no âmbito do plano , com adesão voluntária, gerido pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU).

Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação afirmou que “os trabalhos tiveram início por seis casas que representam risco pela estrutura precária, já lacradas pela Prefeitura devido ao já citado risco. A ação é realizada conjuntamente pela CDHU, pela Subprefeitura Sé e pela Defesa Civil”.

O território onde está localizada a favela pertence à União. O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e aguarda retorno.

Demolições proibidas

O governo paulista está proibido de fazer novas demolições na Favela do Moinho até que sejam garantidas as moradias necessárias para atender as quase mil famílias que vivem no local. A determinação é da Secretaria do Patrimônio da União, submetida ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio da Superintendência de São Paulo.

Reassentamento voluntário


A pasta afirmou estar em articulação com o governo estadual, a associação de moradores, a Defensoria Pública do Estado (DPE-SP) e advogados populares do Escritório Modelo da PUC-SP, que prestam apoio à comunidade, para solucionar o imbróglio sobre o território.

Em 18 de abril, o Metrópoles divulgou que a ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweck, procurou o secretário de governo da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), Gilberto Kassab (PSD), para pedir mais diálogo por parte do governo estadual a respeito das ações na Favela do Moinho.
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