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Justiça determina retenção de passaporte de advogado que enganou PMs

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Justiça determina retenção de passaporte de advogado que enganou PMs

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) pediu que o advogado que fez pirâmide e enganou policiais entregasse o passaporte. A decisão partiu de uma denúncia em que Glauber Melo Nassar (foto em destaque) teria planejado fugir para o Paraguai e, de lá, embarcar para a Europa.

Em setembro de 2024, o advogado foi condenado a 27 anos de reclusão por estelionato. Ele recorre à prisão em liberdade.

A decisão do desembargador Arnaldo Corrêa Silva ainda determinou a intimação da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal para que tivessem conhecimento da suposta fuga e tomassem providências cabíveis. Os órgãos são os encarregados pela fiscalização das saídas do território nacional.

“Diante da materialidade do crime de estelionato, no qual auferiu o montante mínimo R$ 345.666, o patamar financeiro e econômico em que se encontra viabiliza a possibilidade de se evadir do país, a fim de não responder pelo crime praticado, trazendo verossimilhança à ‘denúncia anônima’”.


Relembre o que aconteceu


Denúncia de fuga

O desembargador determinou a apreensão do passaporte após uma denúncia de fuga. Pelo relato, Glauber tentaria fugir para o Paraguai em um Jeep Compass – o caro é o mesmo que está em penhora para quitar as dívidas com as vítimas.

No país vizinho, Glauber venderia o carro antes de embarcar para a Europa. Não consta a informação de qual país seria o destino do advogado em um possível plano de fuga.

A reportagem entrou em contato com oTJDFT para saber se o passaporte foi apreendido, mas não teve resposta até a publicação deste texto.

O Metrópoles também tentou falar com Glauber, mas não obteve sucesso até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para possíveis manifestações.

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