Durante visita à China, a primeira-dama Janja causou desconforto na comitiva brasileira ao comentar sobre os efeitos negativos do TikTok no Brasil durante um jantar com o presidente chinês Xi Jinping. Relatos indicam que Janja abordou os abusos da rede social, o que gerou um clima tenso. Esse episódio se soma a uma série de declarações polêmicas feitas por ela, que vêm gerando críticas tanto da oposição quanto de ministros do governo.
Desde o início do terceiro mandato de Lula, Janja tem sido uma figura controversa, com falas que geram debates sobre os limites da atuação de uma primeira-dama. Em novembro, por exemplo, em um evento paralelo ao G20, ela criticou a regulamentação das redes sociais e a propagação de desinformação, associando-a a tragédias climáticas. Durante a fala, uma interrupção do sinal de um navio a fez brincar sobre ser Elon Musk, dizendo: “Eu não tenho medo de você. Inclusive, fuck you, Elon Musk.”
Outro episódio ocorreu no mesmo evento, quando Janja fez comentários irônicos sobre o atentado à sede do STF, minimizando a gravidade do ocorrido. A fala foi considerada inadequada por ministros do Supremo e amplamente criticada pela oposição.
Em outra ocasião, ao visitar a galeria de ex-presidentes no Planalto, Janja se referiu de maneira crítica ao presidente Pascoal Ranieri Mazzilli, afirmando que ele não merecia estar ali. Sua declaração gerou desconforto, pois Mazzilli assumiu a presidência de forma interina durante o golpe de 1964.
Além disso, Janja e Lula geraram polêmica ao afirmar que itens do Palácio da Alvorada, como móveis e objetos decorativos, estavam desaparecidos após a saída de Bolsonaro e Michelle. No entanto, meses depois, os itens foram encontrados dentro do próprio palácio.
No recente jantar em Pequim, Janja comentou sobre o TikTok, o que provocou uma reação do presidente chinês. Lula, após a repercussão, explicou que ele mesmo levantou o tema, mas Janja pediu a palavra para falar sobre os abusos relacionados à rede social no Brasil. Lula também criticou o vazamento da informação, afirmando que, se algum ministro tivesse se incomodado, deveria tê-lo procurado diretamente.