O presidente da União Democrata-Cristã (CDU), Friedrich Merz, foi oficialmente escolhido nesta terça-feira (6) para liderar o governo da Alemanha, após garantir apoio suficiente em uma segunda rodada de votação no Bundestag — a câmara baixa do Parlamento federal. A primeira tentativa, realizada ainda no mesmo dia, terminou sem que Merz atingisse a maioria absoluta necessária.
Durante a nova sessão parlamentar, Merz obteve 325 votos favoráveis, superando o mínimo de 316. A votação registrou ainda 289 posicionamentos contrários, uma abstenção e três cédulas consideradas inválidas, conforme noticiado pelo jornal alemão Der Spiegel. Ao todo, participaram 618 parlamentares.
A hipótese de uma nova derrota provocava preocupação entre os líderes da CDU, que temiam que a falta de consenso prejudicasse a estabilidade da coalizão formada com o Partido Social-Democrata (SPD). Antes da votação decisiva, integrantes do alto escalão da legenda apelaram publicamente por uma solução célere.
“Não podemos perder tempo — a Europa depende de uma Alemanha sólida”, afirmou Carsten Linnemann, secretário-geral da CDU, em entrevista a uma emissora local. Também se manifestando, Jens Spahn, líder da bancada conservadora no Parlamento, frisou em entrevista coletiva que “toda a Europa acompanha atentamente essa decisão”, pedindo maturidade política aos deputados aliados.
Na primeira votação, que ocorreu de forma secreta, Merz recebeu 310 votos — número insuficiente para assegurar a chanceleria. Com a vitória no segundo turno parlamentar, os conservadores retomam o controle do Executivo alemão, encerrando um ciclo de indefinição política que se arrastava desde as eleições gerais realizadas em fevereiro.