Após polêmica com padre, ex-gerente de cafeteria leva caso à Justiça

O Sindicato dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Sitratuh) confirmou que está prestando todo o apoio legal necessário ao ex-funcionário desde o dia seguinte à sua dispensa

Após se envolver em uma controvérsia com o padre Fábio de Melo em uma cafeteria localizada em Joinville (SC), o ex-gerente Jair José Aguiar decidiu levar o caso à Justiça. Ele entrou com um processo contra o religioso, alegando ter sido injustamente demitido após o episódio.

O Sindicato dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Sitratuh) confirmou que está prestando todo o apoio legal necessário ao ex-funcionário desde o dia seguinte à sua dispensa. De acordo com o advogado do sindicato, Eduardo Tocilo, além da ação cível já em andamento contra o padre, será movido um processo trabalhista contra a empresa responsável pela cafeteria.

A polêmica gerou ampla repercussão nas redes sociais. Jair relatou estar sendo alvo de comentários ofensivos e se disse emocionalmente fragilizado com as consequências da situação. Em depoimento, afirmou que nunca se dirigiu diretamente ao padre durante o incidente e lamentou os ataques que tem sofrido desde então.

“Só quero ter paz para circular pela cidade. Ouço que sou motivo de vergonha nacional. Isso me destrói e atinge profundamente minha família”, declarou Jair, que também revelou enfrentar dificuldades relacionadas à sua saúde mental após o ocorrido.

O padre Fábio de Melo, por sua vez, reafirmou que não teve intenção de provocar a demissão do gerente. Em sua versão, tudo começou devido à divergência no valor cobrado por um doce de leite. O religioso alegou que esperava que o preço visível na estante fosse respeitado e criticou a atitude do gerente por não ter se comunicado diretamente com ele. “Não havia necessidade de atrito. Um sorriso no rosto resolveria”, comentou.

Ainda segundo o padre, a situação deve servir como exemplo sobre a importância de respeitar os direitos do consumidor. “Nenhum gerente pode tomar decisões contrárias à legislação. É essencial que as normas sejam cumpridas.”