BYD supera Tesla e assume liderança nas vendas de elétricos na Europa

O mercado de veículos elétricos europeu viu uma mudança significativa em abril de 2025. A fabricante chinesa BYD superou, pela primeira vez, a americana Tesla na venda de veículos totalmente elétricos.

De acordo com a consultoria JATO Dynamics, a BYD vendeu 7.231 unidades no quarto mês do ano, um crescimento de 179% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a Tesla emplacou 7.165 veículos, representando uma queda de 49% das vendas se comparada a abril de 2024.

BYD KING GL
Fernando Pires/Quatro Rodas

A inversão de posições marca um momento destacável para o continente europeu que, até este momento, era dominado pela Tesla, reconhecida mundialmente por ser pioneira e líder em vendas de carros elétricos. A crescente da BYD é resultado da combinação entre uma estratégia agressiva e preços competitivos, e também um aumento no número de modelos disponíveis.

Ainda não é, porém, efeito das vendas do Dolphin Surf, que acaba de ser lançado na Europa, a partir de 23.000 euros — custo mais acessível se comparado aos demais veículos elétricos do mercado.

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Dolphin Surf
Design é bem parecido com o nosso, mas o para-choque é levemente diferenteDivulgação/BYD

A Tesla, por sua vez, tem enfrentado desafios. A queda das vendas reflete tanto na expectativa dos consumidores pelas atualizações do Model Y, o carro mais vendido da marca na Europa, quanto pelo desgaste da imagem do CEO Elon Musk, que vem se envolvendo em polêmicas desde o início do ano.

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Tesla Model Y 2025Divulgação/Tesla

Tais fatos impactam diretamente a percepção da marca, principalmente em mercados mais exigentes, como o alemão, o qual só em abril registrou uma queda de 46%.

Simultaneamente, outras montadoras também avançam nessa disputa. A intensificação em eletrificação atingiu não apenas montadoras recém-chegadas, mas envolveu as tradicionais europeias Volkswagen, Renault e BMW, as quais estão ampliando seus catálogos de carros elétricos na tentativa de conquistar um pedaço maior desse mercado. 

 O avanço das fabricantes chinesas e a reação das marcas tradicionais configuram uma nova dinâmica na indústria, marcada por maior competitividade e diversificação da oferta.

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