Descontentamento cresce: 40% consideram gestão Lula ruim ou péssima

A pesquisa mostra ainda que 31% avaliam a gestão de forma regular, e apenas 1% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder

Um levantamento recente do instituto Datafolha, divulgado nesta quinta-feira (12) pela Folha de S.Paulo, revela que o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é considerado bom ou ótimo por 28% dos eleitores consultados, enquanto 40% o classificam como ruim ou péssimo.

A pesquisa mostra ainda que 31% avaliam a gestão de forma regular, e apenas 1% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.

Segundo os dados, esse cenário indica estabilidade nos índices, embora o patamar de avaliação negativa atinja o ponto mais alto registrado em todos os mandatos de Lula. Em abril, os percentuais eram semelhantes: 38% viam o governo negativamente, 29% positivamente, e 31% com opinião regular.

Evolução dos números:

Ruim ou péssimo: 40% (ante 38% em abril)

Regular: 31% (antes, 32%)

Ótimo ou bom: 28% (queda de 1 ponto em relação aos 29% anteriores)

Não souberam responder: 1% (sem variação)

A coleta de dados foi feita de maneira presencial, com 2.004 pessoas a partir de 16 anos, distribuídas por 136 cidades em todo o país, entre os dias 10 e 11 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Avaliação do desempenho pessoal de Lula

O estudo também investigou a aprovação do trabalho do presidente. De acordo com os entrevistados, 50% desaprovam sua atuação à frente do Palácio do Planalto, enquanto 46% aprovam. Outros 3% não opinaram.

Comparando com a pesquisa anterior, realizada em abril:

Aprovação: caiu de 48% para 46%

Desaprovação: subiu de 49% para 50%

Não opinaram: mantiveram-se em 3%

Comparações históricas

A pesquisa comparou ainda a atual administração com os governos anteriores do próprio Lula e de outros ex-presidentes. A avaliação atual, quando comparada ao mesmo período do mandato de Jair Bolsonaro, apresenta índices semelhantes, sugerindo que o presidente petista enfrenta desafios de popularidade semelhantes aos enfrentados pelo antecessor, dois anos e meio após o início da gestão.