EUA criticam envio de soldados e operários norte-coreanos à guerra na Ucrânia

O Departamento de Estado dos EUA afirmou, em comunicado, que o regime liderado por Kim Jong-un estaria negociando envio de mão de obra e pessoal militar em troca de recursos financeiros

O governo dos Estados Unidos expressou inquietação diante da cooperação crescente entre Coreia do Norte e Rússia, especialmente após relatos de que Pyongyang estaria enviando trabalhadores e militares para apoiar Moscou na guerra contra a Ucrânia.

Segundo informações divulgadas pela agência estatal russa TASS, a Coreia do Norte deve deslocar aproximadamente 6 mil pessoas para a região de Kursk, próxima aos combates. Deste total, estima-se que 5 mil sejam profissionais da construção civil e cerca de mil sejam sapadores — especialistas treinados em remoção de explosivos.

De acordo com a agência sul-coreana Yonrap, os detalhes sobre esse reforço teriam surgido após a visita de Sergei Shoigu, secretário do Conselho de Segurança da Rússia, a Pyongyang. A parceria entre os dois países, segundo Washington, é considerada altamente preocupante e vai contra as sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O Departamento de Estado dos EUA afirmou, em comunicado, que o regime liderado por Kim Jong-un estaria negociando envio de mão de obra e pessoal militar em troca de recursos financeiros. Ainda segundo os norte-americanos, esses recursos estariam sendo direcionados ao financiamento dos programas ilegais de armamentos nucleares e mísseis balísticos da Coreia do Norte.

“É profundamente preocupante ver a Rússia contando com trabalhadores e soldados norte-coreanos para sustentar suas operações militares na Ucrânia”, disse um porta-voz do Departamento de Estado. Ele ressaltou ainda que tais ações não só infringem as resoluções internacionais, como também mantêm ativas atividades militares banidas pela comunidade global.