Homem grava 70 tiros em 51 segundos no Rio e vibra: “Que massa, mano”

Um vídeo de 51 segundos, que circula nas redes sociais, mostra o momento em que são disparados mais de 70 tiros no Complexo de Israel, no Rio de Janeiro. A comunidade, que é controlada pelo Terceiro Comando Puro (TCP), foi palco de uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), na manhã desta terça-feira (10/6).

A gravação mostra o estampido dos disparos, enquanto um homem vibra: “Caralho, que massa, mano. Cê é maluco. Só concreto”.

Veja:

Entenda o caso: 

  • Durante a operação, tiroteios fizeram com que parte da Avenida Brasil, uma das principais vias expressas do Rio, fosse fechada.
  • A ação é coordenada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
  • Foi revelado que o TCP é altamente estruturado e armado, sob a liderança do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”.
  • O grupo atua nas comunidades de Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-Pau, comunidades do Rio.
  • A PCERJ identificou um grupo que monitorava viaturas, além de queimar de ônibus e organizar protestos para obstruir o trabalho das forças de segurança.
  • Também foi apurado a existência de um núcleo especializado que abatia aeronaves policiais, composto por criminosos com armamento pesado e treinamento específico.
Leia também

Domínio territorial

Segundo a polícia, a facção impõe seu domínio com o uso de barricadas, drones para monitoramento das forças de segurança, toque de recolher e monopólio de serviços públicos, além de promover intolerância religiosa.

Sob o comando direto de Peixão, o TCP promove a intimidação sistemática de moradores, expulsão de rivais, ataques a agentes de segurança e ações coordenadas para impedir operações policiais.

Além das prisões, a operação tem o objetivo apreender armas de fogo, drogas, rádios comunicadores, aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que reforcem a responsabilização penal dos envolvidos.

Duas construções irregulares utilizadas pelos traficantes como abrigo e pontos estratégicos de ataque — equipadas com seteiras — serão demolidas, conforme autorização judicial, como medida de desarticulação da estrutura defensiva da facção.