Israel anunciou neste sábado (21) que eliminou Saeed Izadi, identificado como comandante da ala palestina da Força Quds, durante uma ofensiva aérea realizada na cidade de Qom, no território iraniano. Izadi era apontado por autoridades israelenses como uma das principais figuras responsáveis pelo fornecimento de armamento e financiamento ao grupo Hamas antes do ataque de 7 de outubro de 2023 contra o Estado de Israel.
De acordo com o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, a morte de Izadi representa uma “importante vitória da inteligência israelense e das forças aéreas do país”. Embora o regime iraniano não tenha se referido diretamente a Izadi, confirmou que cinco integrantes da Guarda Revolucionária morreram em ataques registrados na região de Khorramabad.
O atual cenário de hostilidades entre os dois países já soma mais de uma semana de confrontos. Segundo estimativas oficiais, ao menos 430 pessoas morreram no Irã nesse período, enquanto Israel reporta a morte de 24 civis.
Paralelamente, as tensões também impactam o cenário diplomático. O governo iraniano descartou qualquer possibilidade de retomar negociações envolvendo seu programa nuclear enquanto os ataques persistirem. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, foi enfático ao afirmar que os bombardeios, que segundo ele contam com apoio norte-americano, inviabilizam qualquer tentativa de diálogo.
“É óbvio que não posso negociar com os EUA quando nosso povo está sob bombardeios”, declarou Araqchi durante uma conferência da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), realizada na Turquia.
Israel sustenta que o Irã está em estágio avançado para desenvolver armas nucleares, acusação que Teerã nega, mantendo a narrativa de que seu programa atômico é estritamente voltado a fins civis.
Aumento das Hostilidades
A escalada recente teve início após Israel lançar ofensivas contra instalações nucleares iranianas em Isfahan e outras estruturas militares estratégicas, especialmente ligadas à produção de mísseis balísticos. O Irã, por sua vez, afirma que os bombardeios atingiram áreas civis, como hospitais e veículos de emergência, acusação rejeitada por Tel Aviv, que sustenta ter atingido exclusivamente alvos militares.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou duramente a atuação de Israel e afirmou que os ataques sabotaram uma rodada de negociações nucleares entre Irã e Estados Unidos, prevista para ocorrer nas próximas semanas.
Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump também se pronunciou, afirmando estar “aberto ao diálogo”, mas reiterou total apoio às ações de Israel. “Não permitiremos que o Irã desenvolva armas nucleares”, declarou.