O braço executivo da União Europeia, a Comissão Europeia, informou nesta quinta-feira (19) que autorizou a proposta de aquisição do Banco BPM pela instituição financeira UniCredit. No entanto, essa aprovação está condicionada ao cumprimento integral de medidas previamente acordadas, voltadas à manutenção da competitividade no setor bancário da Itália.
Durante a avaliação do negócio, foi constatado que a fusão entre os dois bancos poderia gerar desequilíbrios competitivos, especialmente nos serviços de depósitos e concessão de crédito voltados a pessoas físicas e pequenas e médias empresas (PMEs), em determinadas localidades italianas.
A análise destacou que as duas instituições têm atuação significativa em 181 zonas regionais coincidentes, o que, segundo a Comissão, poderia acarretar uma concentração de mercado prejudicial, com risco de aumento de preços e redução na oferta de serviços financeiros.
Para mitigar os riscos apontados, a UniCredit propôs abrir mão de 209 agências bancárias situadas justamente nas regiões com maior concentração de atividades sobrepostas entre os dois grupos.
Com essa medida, a Comissão entendeu que os riscos concorrenciais foram devidamente neutralizados, e que, nas condições atuais da proposta, a operação deixa de representar uma ameaça à competitividade nos segmentos de varejo bancário e crédito para PMEs.
Ao mesmo tempo, o órgão europeu negou o pedido feito pela autoridade italiana de concorrência para que a análise do caso fosse transferida às instâncias regulatórias do país. Segundo a decisão, não foram encontradas justificativas relevantes que justificassem a delegação do processo à Itália.
Por fim, a Comissão reforçou seu comprometimento com a preservação da concorrência em setores estratégicos como o bancário e o de seguros.