Adolescente disse que namorada o induziu a ocultar corpos dos parentes

O crime cometido pelo adolescente de 14 anos que matou os pais e o irmão caçula, de 3 anos, no Rio de Janeiro, teve mais um desdobramento. Ao ser apreendido, o jovem confessou aos policiais civis que ligou para a namorada, de 15 anos, após cometer o triplo homicídio, na última quarta-feira (25/6).

Um dia após os assassinatos, a jovem foi ouvida na Delegacia de Água Boa (MT), acompanhada da mãe, e acabou apreendida nesta terça-feira (1º/7).

A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT) divulgou que informações analisadas pelos investigadores revelaram que a adolescente sabia do crime e mantinha contato frequente com o namorado, inclusive na data do crime – cometido em 21 de junho.

8 imagensAntônio Carlos Teixeira tinha 45 anosCasal foi morto pelo próprio filhoAssassinato ocorreu no Rio de JaneiroCama onde o adolescente teria matado os paisMomento em que adolescente é levado até para delegaciaFechar modal.1 de 8

Inaila Teixeira tinha 37 anos

Reprodução / Redes Sociais2 de 8

Antônio Carlos Teixeira tinha 45 anos

Reprodução / Redes Sociais3 de 8

Casal foi morto pelo próprio filho

Reprodução / Redes Sociais4 de 8

Assassinato ocorreu no Rio de Janeiro

Reprodução / Redes Sociais5 de 8

Cama onde o adolescente teria matado os pais

Reprodução / PCERJ 6 de 8

Momento em que adolescente é levado até para delegacia

Reprodução / PCERJ 7 de 8

Postagem do pai no Facebook do adolescente

Reprodução / Redes Sociais8 de 8

Antônio e o adolescente apreendido. Na foto, jovem ainda era criança

Reprodução / Redes Sociais

Quando o adolescente foi apreendido e ouvido, o delegado Carlos Augusto Guimarães, da 143ª Delegacia de Polícia (Itaperuna), no Rio de Janeiro, afirmou que o jovem ligou para a namorada após cometer os assassinatos e que ela o teria induzido a ocultar os cadáveres das vítimas.

O investigador acrescentou que os fatos relatados pelo adolescente em depoimento serão apurados pela PJC-MT. “Agora, é preciso saber se essa participação se resumiu à ocultação dos corpos ou se ela [a namorada] também participou dos homicídios”, completou o delegado.

Relembre outros detalhes do caso

  • Um adolescente de 14 anos matou a família e escondeu os corpos dos pais – Inaila Teixeira, 37 anos, e Antônio Carlos Teixeira, 45 – e do irmão de 3 anos dentro de uma cisterna.
  • Em depoimento, o adolescente confessou que atirou na cabeça do pai, da mãe e no pescoço do irmão.
  • Ele ainda contou que matou o caçula para “poupar o menino da dor de perder os pais”.
  • Uma das linhas de investigação da polícia envolvia um namoro virtual do jovem com uma adolescente de 15 anos moradora de Mato Grosso, que ele conheceu em jogos on-line.
  • O casal manteve um relacionamento por cerca de seis anos.
  • O suspeito contou que os pais não aprovavam o namoro e que a jovem teria dado um ultimato: ele precisava ir até o MT para vê-la.
  • Os pais do adolescente, porém, teriam impedido a viagem, o que supostamente motivou o triplo assassinato.
  • Durante a perícia na casa da família, a polícia encontrou uma mochila pronta para viagem e com os celulares das vítimas guardados.
  • Uma segunda linha de investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) envolve dinheiro, pois, após o crime, o jovem pesquisou como receber o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de uma pessoa falecida.
  • O pai dele teria direito a cerca de R$ 33 mil.

“Não demonstrou arrependimento”

O delegado Carlos Augusto Guimarães afirmou que, quando foi apreendido, o adolescente contou que dormia no quarto dos pais por causa do ar-condicionado e que “tomou um pré-treino para ficar acordado” na noite do crime.

“Depois que todos dormiram, ele pegou uma arma, escondida embaixo do colchão do casal e que pertencia ao pai dele, para cometer os assassinatos”, detalhou o investigador.

Leia também

Em seguida, o jovem jogou os corpos das vítimas em uma cisterna. A arma do crime foi achada na casa da avó dele, que encontrou o item antes e o guardou, pois tinha medo de que o neto se machucasse. Ela ainda não sabia dos assassinatos.

O delegado contou que adolescente descreveu o que fez de forma fria e detalhada. “Ele não demonstrou arrependimento. Pelo contrário: disse que faria tudo de novo. Foi muito direto e se mostrava seguro”, completou Carlos Augusto.