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Argentina negocia isenção de visto com os EUA após mais de 20 anos fora do programa

Por Brasil Direto

A Argentina deu início ao processo de reintegração ao programa norte-americano de isenção de vistos, que autoriza cidadãos estrangeiros a entrarem nos Estados Unidos por até 90 dias, para fins turísticos ou comerciais, sem a necessidade de visto tradicional. O país havia sido excluído do programa em 2002, em decorrência dos desdobramentos da crise econômica de 2001.

O presidente argentino, Javier Milei, aliado político de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, recebeu na Casa Rosada uma enviada do governo americano encarregada das políticas migratórias. A visita representa o primeiro passo na análise da elegibilidade da Argentina para retorno ao Visa Waiver Program.

Caso o pedido seja aprovado, a Argentina se tornará o segundo país da América do Sul a obter o benefício — atualmente, apenas o Chile faz parte do programa no continente.

Esse sistema de isenção permite que cidadãos de países selecionados entrem nos EUA por até três meses sem visto, desde que preencham um formulário eletrônico de autorização prévia chamado ESTA (Electronic System for Travel Authorization), que deve ser aprovado antes da viagem.

O governo norte-americano impõe critérios rigorosos para adesão ao programa, como baixos índices de rejeição de vistos, respeito às regras de imigração e colaboração ativa com autoridades americanas em temas como segurança e combate ao terrorismo.

O Brasil, por sua vez, continua fora da lista de países isentos. Em 2025, o governo brasileiro retomou a exigência de visto para turistas provenientes dos EUA, Canadá e Austrália, encerrando a política de isenção adotada anteriormente.

Países atualmente no programa de isenção de visto dos EUA:

Alemanha

Austrália

Áustria

Bélgica

Chile

Coreia do Sul

Dinamarca

Espanha

França

Itália

Japão

Nova Zelândia

Noruega

Portugal

Reino Unido (para residentes permanentes)

Suécia

Suíça

Taiwan

E outros — totalizando cerca de 40 países.

Essas nações integram o programa com base em acordos diplomáticos e exigências específicas de controle migratório.

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