Um ataque registrado na manhã desta terça-feira (8) em uma escola municipal localizada em Estação, no norte do Rio Grande do Sul, resultou na morte de uma criança e deixou ao menos três pessoas feridas. O autor da agressão, um adolescente de 16 anos, teria se aproximado da unidade de ensino sob o pretexto de entregar um currículo, mas acabou cometendo o atentado pouco depois de entrar no local. Ele foi apreendido ainda no local.
Segundo informações repassadas pelo prefeito Geverson Zimmermann à Rádio Gaúcha, duas crianças sofreram ferimentos leves e foram prontamente atendidas, assim como uma professora que também foi atingida. A terceira vítima, no entanto, uma estudante do terceiro ano do ensino fundamental, não resistiu aos ferimentos provocados por golpes na região torácica. Sua identidade ainda não foi revelada pelas autoridades.
De acordo com o chefe do Executivo municipal, o jovem responsável pelo ataque era morador conhecido da cidade e estava em acompanhamento psicológico. A prefeitura da cidade confirmou o ocorrido por meio das redes sociais, referindo-se ao episódio como um “trágico acontecimento envolvendo a Escola Maria Nascimento Giacomazzi”. Em virtude do ocorrido, todas as atividades escolares da rede municipal foram suspensas por prazo indeterminado.
A ação teve início por volta das 10h. O agressor, segundo o prefeito, utilizou artefatos sonoros — similares a bombinhas — para provocar pânico antes de invadir uma sala e ferir os alunos com uma faca. Ainda segundo ele, duas das crianças atingidas apresentavam ferimentos superficiais na cabeça. A vítima fatal foi atingida com gravidade.
As crianças feridas foram levadas ao Hospital São Roque, localizado em Getúlio Vargas, cidade vizinha. A professora foi transferida para atendimento no Hospital Santa Terezinha, em Erechim.
Zimmermann acrescentou, durante entrevista, que o jovem era oriundo de uma família conhecida na comunidade local e que jamais havia demonstrado sinais de que pudesse cometer um ato dessa natureza. Ele teria, inclusive, passado por atendimento psiquiátrico ou psicológico no dia anterior ao ocorrido.
Após o ataque, houve agitação na frente da escola. O jovem foi contido por pessoas que estavam no local e entregue à polícia. A Brigada Militar do Rio Grande do Sul informou, por meio de nota, que equipes foram deslocadas rapidamente para o atendimento à ocorrência e que continuam prestando apoio à comunidade.
O comunicado ressalta que a corporação está disponível para oferecer suporte institucional às famílias e aos profissionais da escola, reforçando o compromisso das forças de segurança no combate à violência em ambiente escolar.