A empresa Transfeera, que atua como instituição de pagamento, comunicou que o serviço de transferências via Pix encontra-se temporariamente fora do ar, em decorrência de uma decisão do Banco Central (BC). Segundo informou a própria empresa, as demais operações seguem normalmente.
O BC determinou a suspensão preventiva da participação de três instituições no sistema Pix após suspeitas de envolvimento com valores desviados em um ataque cibernético que teve como alvo a empresa C&M Software. Além da Transfeera, também foram afetadas as empresas Soffy e Nuoro Pay.
Os montantes desviados estavam sob titularidade de clientes da C&M Software, uma companhia que fornece soluções tecnológicas para o setor financeiro.
A Transfeera, uma sociedade limitada autorizada a operar pelo BC, esclareceu por meio de comunicado: “Nossa instituição, tampouco nossos clientes, foram afetados pelo incidente noticiado no início da semana e estamos colaborando com as autoridades para liberação da funcionalidade de pagamento instantâneo.”
A Polícia Civil de São Paulo deteve um suspeito de envolvimento no ataque cibernético contra a C&M Software, ocorrido na madrugada de segunda-feira (30). A investigação aponta que o autor seria um colaborador da própria empresa, responsável por integrar bancos e fintechs ao Pix.
O regulamento do sistema de pagamentos instantâneos prevê que o BC pode determinar, em caráter emergencial, a suspensão de instituições cuja atuação possa comprometer a integridade do Pix. Essa suspensão cautelar tem validade de até 60 dias. A autoridade monetária já está conduzindo apurações sobre o possível envolvimento das instituições no caso, que pode ter resultado no desvio de ao menos R$ 800 milhões.