As autoridades do Líbano informaram que 12 pessoas morreram em bombardeios israelenses no leste do Vale do Beca, na terça-feira. O Exército israelense anunciou que havia atacado alvos do Hezbollah na região.
De acordo com o relatório das forças israelenses, os ataques tiveram como alvo a força de elite Radwan, ligada ao movimento libanês, apesar de um cessar-fogo estar em vigor desde novembro de 2024. A comunicação militar israelense detalhou que os aviões de guerra atacaram várias instalações do Hezbollah no Líbano, incluindo centros de treinamento que estavam sendo usados para planejar e executar ataques contra as forças israelenses e o Estado de Israel.
O Ministério da Saúde libanês confirmou que os bombardeios na área de Wadi Fara, no distrito de Baalbek, mataram 12 pessoas e feriram outras 12. O ministério também especificou que sete dos mortos eram sírios e cinco libaneses. A agência de notícias libanesa, NNA, havia informado inicialmente que o ataque tinha como alvo um campo de deslocados sírios.
O Hezbollah reagiu aos ataques, acusando Israel de aumentar a agressão contra o Líbano e seu povo. Apesar do cessar-fogo com o Hezbollah, Israel continuou os bombardeios, o que foi visto como uma violação dos acordos de paz, especialmente após mais de um ano de hostilidades e dois meses de guerra intensa que enfraqueceram significativamente o movimento islamista.
O comunicado militar israelense afirmou que, desde a eliminação dos comandantes da unidade Radwan, ocorrida em setembro, essa força tem trabalhado para recuperar suas capacidades. Israel alegou que as atividades do Hezbollah, incluindo o armazenamento de armas, violam diretamente os acordos com o Líbano e representam uma ameaça à segurança do Estado de Israel.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, comentou que os recentes ataques serviram como uma “mensagem clara” tanto ao Hezbollah quanto ao governo libanês, que tem a responsabilidade de cumprir o cessar-fogo. Katz afirmou que Israel continuará a atacar os terroristas e a combater qualquer ameaça à segurança do povo israelense, especialmente na região norte do país.