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Hamas aceita proposta dos EUA para cessar-fogo em Gaza e pede ajustes

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Hamas aceita proposta dos EUA para cessar-fogo em Gaza e pede ajustes

O grupo islâmico Hamas respondeu positivamente à proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos para a Faixa de Gaza, mas solicitou pequenas mudanças na redação do documento. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (4/7) pela emissora Al Araby, do Catar, que citou fontes próximas às negociações. Segundo o canal, o grupo aceitou os principais pontos do acordo e propôs apenas ajustes pontuais no texto, sem alterar o conteúdo central.

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O plano, apelidado de “Witkoff aprimorado”, prevê uma trégua de 60 dias entre Hamas e Israel. Durante o período, está previsto o início de negociações com vistas a um cessar-fogo permanente.

Exigências

Entre os principais itens estão a libertação escalonada de reféns — vivos e mortos —, a entrada ampliada de ajuda humanitária, sob coordenação da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Crescente Vermelho, e a definição de um cronograma para a transição política no enclave palestino.

A proposta também inclui garantias pessoais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolvido diretamente nas tratativas.

O que está acontecendo

O governo israelense já havia sinalizado apoio ao plano no início da semana.

Durante visita a Washington, o ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Ron Dermer, aprovou o rascunho apresentado por autoridades norte-americanas.

Em declaração na terça-feira (1º/7), Trump afirmou que Israel havia aceitado todas as condições necessárias para iniciar a trégua, e que aguardava uma resposta final do Hamas “em 24 horas”.

Com o aceno positivo nesta sexta-feira, cresce a expectativa por um anúncio formal nos próximos dias.

Caso o cessar-fogo seja implementado, será o primeiro avanço diplomático concreto desde a retomada dos combates em outubro de 2023, quando a guerra entre Israel e Hamas voltou a escalar após o ataque do grupo fundamentalista ao território israelense.

Segundo a emissora Al Araby, o Hamas não exigiu mudanças de conteúdo na proposta americana, somente ajustes de formulação.

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