Buenos Aires – A Justiça da Argentina aceitou o pedido feito pela defesa da ex-presidente Cristina Kirchner para que ela possa receber a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cristina cumpre prisão domiciliar no país. A informação foi divulgada pelo jornal argentino Clarín.
Em junho, a Suprema Corte da Argentina rejeitou um recurso apresentado pela ex-presidente do país contra a condenação por corrupção. Depois da decisão, o petista ligou para Kirchner.
“Telefonei hoje no final da tarde para a companheira Cristina Kirchner e manifestei toda a minha solidariedade. Falei da importância de que se mantenha firme neste momento difícil. Notei, com satisfação, a maneira serena e determinada com que Cristina encara essa situação adversa e o quanto está determinada a seguir lutando”, escreveu o petista na rede social X.
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Cristina Kirchner foi condenada por administração fraudulenta pelo período em que comandou a Argentina, entre 2007 e 2015. A decisão da Suprema Corte confirma duas decisões anteriores, a primeira de 2022 e a segunda de 2024, no Caso Vialidad.
A ex-presidente da Argentina foi condenada por conduta ilícita na gestão de projetos de obras públicas na província de Santa Cruz, um reduto político da família dela.
Ao Metrópoles, integrantes da comitiva presidencial indicaram que a equipe de Lula apenas aguardava a resposta da Justiça da Argentina para decidir sobre a visita de cortesia a Kirchner.
Lula desembarca em Buenos Aires às 19h desta quarta-feira e não possui agenda oficial para o restante do dia.