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Massacre na Ucrânia: Rússia ataca hospital e prisão após pressão dos EUA

Por Brasil Direto

Unidade prisional de Zaporíjia foi o alvo mais atingido nos bombardeios russos de 29 de julho

Poucas horas após o presidente dos Estados Unidos anunciar que pretende intensificar a pressão sobre Moscou e reduzir o tempo necessário para alcançar um cessar-fogo na guerra contra a Ucrânia, a Rússia realizou novos ataques ao país vizinho, deixando pelo menos 22 mortos.

As ofensivas ocorreram durante a noite e tiveram como alvos uma penitenciária na região de Zaporizhzhia, um hospital e uma área residencial na província de Dnipropetrovsk. De acordo com Andriï Iermak, chefe da administração presidencial ucraniana, o ataque à prisão resultou em 16 mortes e pelo menos 35 feridos. Ele classificou a ação como mais uma violação grave do direito internacional por parte da Rússia e defendeu a aplicação de sanções econômicas e militares mais severas contra o regime liderado por Vladimir Putin, que, segundo ele, continua a fazer ameaças inclusive contra os Estados Unidos por meio de seus representantes.

Iermak ainda reforçou que a única maneira de interromper as agressões seria com ações concretas que privassem Moscou dos meios para sustentar a guerra. Por meio de comunicado, o governador da região, Ivan Fedorov, confirmou que a estrutura da penitenciária foi completamente destruída, assim como várias residências próximas, que sofreram danos significativos.

Desde o início da invasão em fevereiro de 2022, a região de Zaporizhzhia tem sido alvo frequente de ataques. Embora a Rússia tenha anunciado a anexação de partes dessa área, a Ucrânia e seus aliados consideram tal ação ilegítima e acusam Moscou de apropriação forçada de território.

Em Dnipropetrovsk, outros três ataques provocaram a morte de pelo menos quatro pessoas e deixaram oito feridos, segundo informações do chefe da administração local, Sergiï Lysak. Ele explicou que as ofensivas, conduzidas com drones explosivos e bombas guiadas, atingiram as comunidades de Mezhyivska, Dubovykivska e Slovianska.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky confirmou que os bombardeios resultaram em ao menos 22 vítimas fatais, caracterizando-os como um dos episódios mais letais dos últimos meses. Ele afirmou que entre as vítimas do ataque ao hospital de Kamianske estava uma jovem grávida de 23 anos. Quanto à penitenciária de Zaporizhzhia, Zelensky declarou que não restam dúvidas de que o alvo foi escolhido de forma intencional.

O chefe de Estado ucraniano também reforçou que, se a Rússia não tivesse rejeitado negociações anteriores, o conflito poderia ter sido encerrado há muito tempo. Ele defendeu que Moscou deve ser submetida a sanções muito mais rígidas, capazes de pressionar de forma eficaz e justa o fim da violência. Para ele, os ataques revelam que apenas medidas duras poderão forçar a Rússia a interromper os assassinatos e buscar um acordo de paz.

Antes da nova onda de bombardeios, Zelensky já havia se mostrado otimista com relação à postura do presidente norte-americano Donald Trump, agradecendo publicamente pelas declarações recentes que, segundo ele, chegaram em um momento decisivo. Trump teria estipulado um prazo de “10 a 12 dias” para que Vladimir Putin aceitasse o cessar-fogo proposto.

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