Após uma conferência internacional na Organização das Nações Unidas (ONU), dezessete países defenderam o reconhecimento da Palestina, a solução de dois Estados entre israelenses e palestinos, e o desarmamento do grupo Hamas como forma de pôr fim a guerra na Faixa de Gaza. A declaração foi adotada nesta terça-feira (29/7), e também foi assinada pelo governo do Brasil, que participou das discussões.
Intitulada “Declaração de Nova York”, o texto cobra a entrada, sem restrições, de ajuda humanitária no enclave palestino — onde mais de 140 pessoas já morreram por falta de comida. Além disso, os signatários do documento, entre eles o Brasil, rejeitaram o “uso da fome como método de guerra”.
Os países ainda solicitam que o Hamas encerre seu governo na Faixa de Gaza e entregue as armas para a Autoridade Palestina (AP), que atualmente governa a Cisjordânia ocupada, e também passaria a controlar o local no cenário de pós-guerra.
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A declaração também marca a primeira vez em que países árabes, como Egito, Jordânia, Catar e Arábia Saudita, pedem o enfraquecimento político e militar do Hamas desde o início da guerra.
A conferência na ONU foi promovida pela França e Arábia Saudita e contou com a participação de diversos representantes de nações que compõem a organização.
Reconhecimento da Palestina
Ao passo em que o assunto era discutido por ministros das Relações Exteriores na ONU, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, usou o reconhecimento da Palestina como forma de pressionar Israel a encerrar a catástrofe em Gaza.
“Eu posso confirmar que o Reino Unido reconhecerá o Estado da Palestina durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro, a menos que o governo de Israel tome medidas substantivas para pôr fim à terrível situação em Gaza, concordar com um cessar-fogo e comprometer-se com uma paz sustentável de longo prazo, reavivando a perspectiva de uma Solução de Dois Estados”, disse Starmer em um pronunciamento.
Na última semana, o presidente da França, Emmanuel Macron, revelou que seu país se tornará a 148º nação membro da ONU a reconhecer a Palestina. A formalização, segundo o líder francês, deve acontecer na próxima Assembleia Geral da organização.