Antonio Aginaldo de Oliveira, marido da deputada federal Carla Zambelli, foi oficialmente desligado de sua função como secretário de Segurança Pública do município de Caucaia, na Grande Fortaleza. A saída foi formalizada por meio de publicação no Diário Oficial da cidade e teve efeito imediato a partir da divulgação, realizada na última segunda-feira.
Segundo consta no documento oficial, a exoneração ocorreu por iniciativa do próprio coronel, que anteriormente concorreu ao cargo de prefeito da cidade com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após obter o quarto lugar na disputa eleitoral, Oliveira assumiu a chefia da pasta municipal de segurança.
Em pronunciamento nas redes sociais, o prefeito de Caucaia, Naumi Amorim, expressou gratidão pelos serviços prestados por Aginaldo e reafirmou seu compromisso com a proteção e bem-estar da população local.
Pouco antes de Carla Zambelli deixar o território nacional, Aginaldo havia solicitado afastamento temporário de suas funções no governo municipal, alegando questões familiares de saúde. O pedido inicial, feito em 21 de maio, previa uma licença de nove dias. Com o término desse período, foi apresentada uma nova solicitação para estender a ausência por mais um mês, com o objetivo de acompanhar o tratamento de um familiar. Durante esse intervalo, a gestão da pasta ficou sob a responsabilidade do secretário adjunto, Marcos Sena.
Paralelamente, Zambelli informou ter deixado o país com destino aos Estados Unidos, justificando a viagem como parte de um tratamento médico voltado a uma condição rara de saúde. Na mesma ocasião, a parlamentar também se licenciou da Câmara dos Deputados.
Contudo, em 3 de junho, Carla Zambelli anunciou que não planeja retornar ao Brasil. Afirmou, inclusive, que sua próxima parada será a Itália. A decisão veio logo após sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de dez anos de prisão.
A deputada saiu do país antes que todos os recursos sobre seu processo fossem julgados. Sua sentença está vinculada a uma investigação sobre inserções fraudulentas no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Zambelli teria atuado ao lado do hacker Walter Delgatti na criação de documentos falsificados, incluindo um mandado de prisão fictício contra o ministro Alexandre de Moraes. O falso documento foi registrado como se tivesse sido oficialmente emitido e incluído no Banco Nacional de Mandados de Prisão.