Presidente dos EUA ataca apoiadores por críticas sobre morte de Epstein

A morte de Epstein já alimentava diversas teorias da conspiração

Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a plataforma Truth Social para criticar duramente parte de sua própria base eleitoral. A insatisfação do líder americano surgiu após novos questionamentos sobre a forma como seu governo conduziu a investigação envolvendo Jeffrey Epstein, empresário que enfrentava acusações de tráfico humano e abuso de menores antes de morrer em uma prisão de Nova York, em 2019.

Durante a corrida eleitoral, Trump havia prometido que daria transparência aos detalhes do caso. No entanto, uma recente reportagem da revista Wired reacendeu a polêmica ao afirmar que um vídeo relacionado à morte de Epstein teria sido alterado, com três minutos de gravação desaparecidos.

A morte de Epstein já alimentava diversas teorias da conspiração, segundo as quais ele teria sido silenciado por figuras poderosas envolvidas em seu esquema. O empresário tinha ligações com nomes influentes dos Estados Unidos e do Reino Unido, incluindo Bill Clinton, o príncipe Andrew e o próprio Donald Trump.

Na rede social, o presidente demonstrou irritação com seguidores que, segundo ele, estariam repetindo informações falsas. Trump declarou que não deseja mais o apoio de apoiadores que se deixaram levar pela que chamou de “mentira em torno de Epstein”. Em sua publicação, ele afirmou que “o novo golpe será lembrado como a Farsa de Jeffrey Epstein” e que muitos de seus ex-apoiadores “compraram essa história do início ao fim”. Ainda segundo ele, esses eleitores não aprenderam com os erros do passado e estariam, agora, servindo aos interesses de seus adversários políticos.

O presidente também criticou o espaço que a controvérsia tem recebido na mídia, afirmando que aqueles que insistem no tema agem como aliados do Partido Democrata. “Que esses fracos continuem fazendo o trabalho da oposição. Não me interessa mais o apoio deles!”, desabafou.

Trump ignorou o fato de que sua própria equipe havia incentivado o interesse no assunto. A ex-procuradora-geral Pam Bondi, por exemplo, já havia declarado que possuía informações relevantes sobre os clientes de Epstein. No entanto, um documento oficial divulgado recentemente pelo Departamento de Justiça e pelo FBI indicou que não havia provas de que Epstein tenha sido assassinado ou que mantivesse uma lista com nomes de envolvidos no esquema, o que gerou frustração entre apoiadores que esperavam por revelações comprometedoras.