Austrália expulsa embaixador do Irã após ataques contra comunidade judaica

De acordo com Albanese, os alvos confirmados foram a sinagoga Adass Israel, em Melbourne, e o restaurante Continental Kitchen, em Sydney

Nesta terça-feira (26), o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, declarou que o governo do Irã, sob a liderança do aiatolá Ali Khamenei, está por trás de ataques de cunho antissemita ocorridos recentemente no país. Diante da situação, o premiê anunciou a expulsão do embaixador iraniano em Camberra.

De acordo com Albanese, os alvos confirmados foram a sinagoga Adass Israel, em Melbourne, e o restaurante Continental Kitchen, em Sydney. Ele ainda apontou que o Irã pode ter orientado outras ações semelhantes em território australiano.

O primeiro-ministro explicou que os serviços de inteligência da Austrália identificaram vínculos diretos entre Teerã e os ataques.
“A ASIO [Organização Australiana de Inteligência de Segurança] reuniu informações credíveis suficientes para chegar a uma conclusão profundamente perturbadora. O governo iraniano dirigiu pelo menos dois desses ataques. O Irã tentou ocultar sua participação, mas a ASIO avalia que esteve por trás das ações”, afirmou Albanese em coletiva.

Ele classificou as ofensivas como “atos de agressão extraordinários e perigosos orquestrados por uma nação estrangeira em solo australiano”. “Foram tentativas de minar a coesão social e semear a discórdia na nossa comunidade”, acrescentou.

A ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, informou que o embaixador do Irã e outros três diplomatas têm sete dias para deixar o país.

Além disso, Albanese destacou que o governo australiano pretende aprovar legislação para classificar a Guarda Revolucionária Islâmica, braço militar ideológico de Teerã, como organização terrorista.