Balada, luxo e Porsche destruído: caso de influenciadores vira alvo de operação policial

Além do acidente, os dois influenciadores estavam entre os alvos da operação Desfortuna, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro no dia 7 de agosto

Os influenciadores digitais Bia Miranda e Samuel Sant’Anna, conhecido como Gato Preto, se envolveram em um grave acidente na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Oeste de São Paulo, na manhã desta quarta-feira. O Porsche conversível em que estavam ficou completamente destruído. Segundo registros, horas antes da colisão, ambos haviam compartilhado vídeos em redes sociais mostrando-se em uma balada, com bebidas alcoólicas e cigarros.

O acidente ocorreu por volta das 6h30, quando o Porsche, conduzido por Gato Preto, teria avançado um sinal vermelho, atingindo um Hyundai HB20. Em seguida, o veículo dos influenciadores colidiu contra um poste de semáforo, derrubando-o. O filho do motorista do HB20 sofreu ferimentos na cabeça e na mão e precisou ser encaminhado ao pronto-socorro. Quando a polícia chegou ao local, os influenciadores já haviam deixado a cena, e não foram submetidos ao teste do bafômetro.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram que, momentos antes do acidente, Bia Miranda aparece fumando no banco do passageiro, enquanto outras pessoas no carro consomem bebidas e cigarros.

Além do acidente, os dois influenciadores estavam entre os alvos da operação Desfortuna, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro no dia 7 de agosto. A ação cumpriu 31 mandados de busca e apreensão em três estados — Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais — e investigou 15 influenciadores digitais suspeitos de promover jogos de azar on-line.

Segundo a polícia, Bia Miranda e Gato Preto utilizavam suas redes sociais para divulgar plataformas de apostas ilegais, atraindo seguidores com promessas de ganhos fáceis. As investigações indicam que o casal ostentava um estilo de vida incompatível com a renda declarada, incluindo viagens, carros de luxo e imóveis de alto valor. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram movimentações bancárias suspeitas que, somadas, ultrapassam R$ 4 bilhões.