No sábado (16), ao menos 25 palestinos perderam a vida em decorrência de bombardeios realizados por forças israelenses na Faixa de Gaza. Dentre essas vítimas, 12 morreram enquanto buscavam alimentos, segundo informações divulgadas pela rede Al Jazeera, com base em dados coletados em unidades médicas do território.
A busca por assistência humanitária continua sendo uma das principais causas de mortes. Um comunicado recente da Organização das Nações Unidas (ONU) revelou que, entre os dias 27 de maio e 8 de agosto, o hospital de campanha da Cruz Vermelha em Rafah, na fronteira com o Egito, prestou atendimento a mais de 4.500 pessoas feridas. Grande parte relatou que os ferimentos aconteceram em pontos de distribuição de alimentos.
De acordo com o relatório, muitas dessas vítimas se machucaram devido a tumultos ou foram alvo de agressões e saques logo após receberem itens básicos. A ONU classificou a situação como alarmante e afirmou que ninguém deveria correr risco de morte ao tentar conseguir comida.
Durante o mesmo período, aproximadamente 1.760 palestinos foram mortos enquanto buscavam ajuda. Destes, 994 mortes ocorreram nas imediações de áreas não militarizadas, e 766 ao longo dos trajetos usados por comboios de suprimentos.
A entrega de ajuda humanitária também enfrenta inúmeros obstáculos. Relatórios recentes mostram que menos da metade das operações planejadas conseguem ser concluídas sem interferência. Somente anteontem, de 12 missões que dependiam de coordenação com autoridades israelenses, apenas cinco chegaram ao destino final. Quatro foram canceladas pelos próprios organizadores, enquanto três foram inicialmente bloqueadas, sendo liberadas apenas mais tarde.
A escassez de alimentos tem provocado um crescimento acelerado nos casos de desnutrição. Segundo o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, os hospitais da região já não têm capacidade para atender a demanda, com leitos ocupados e pacientes em estado grave. Em apenas 24 horas, 11 pessoas morreram por fome, conforme informou o Ministério da Saúde local à Al Jazeera.