Relator da CPMI do INSS promete seguir trilha do dinheiro até políticos envolvidos

Gaspar destacou que os recursos não poderiam ter sido desviados sem apoio político, sinalizando que a investigação buscará responsabilizar todas as partes envolvidas

O deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), recém-empossado como relator da CPMI do INSS, que investigará supostos desvios em aposentadorias e pensões, afirmou que sua prioridade será seguir a trilha do dinheiro até as associações e, principalmente, os políticos envolvidos.

Gaspar destacou que os recursos não poderiam ter sido desviados sem apoio político, sinalizando que a investigação buscará responsabilizar todas as partes envolvidas.

O parlamentar assumiu a relatoria em uma articulação surpresa, derrotando as indicações dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ele atuará ao lado do senador Carlos Viana (Podemos-MG), que presidirá os trabalhos, ambos integrantes da oposição.

Apesar do perfil oposicionista, Gaspar garantiu que sua atuação será imparcial, sem favorecer ou prejudicar qualquer governo. Ele pretende investigar a participação de todos os parlamentares que possam estar envolvidos nos desvios. Segundo ele, “isso inevitavelmente vai contrariar interesses, mas ainda não é possível dizer de quem”.

Antes de assumir oficialmente a relatoria, Gaspar havia sugerido a oitiva de um dos irmãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Agora, disse que definirá a prioridade das convocações com o colegiado, mas defende que o irmão do presidente, que ocupa cargo de vice-presidente em uma das associações suspeitas, seja ouvido para esclarecer detalhes sobre a gestão da entidade. Gaspar ressaltou que, mesmo sem saber se ele exerce funções executivas, ninguém seria mais qualificado para fornecer informações relevantes ao colegiado.