Ícone do site Brasil Direto Notícias

Relatório dos EUA sobre direitos humanos toca em Moraes e repercute sobre Tarcísio Perguntar ao ChatGPT

Por Brasil Direto

O relatório do governo Trump sobre práticas de direitos humanos no Brasil critica a atuação da Polícia de São Paulo durante o período em que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) esteve à frente do estado.

O documento, intitulado 2024 Country Reports on Human Rights Practices: Brazil, dedica um trecho à seção de “Execuções Extrajudiciais”, apontando diversos relatos de homicídios arbitrários ou ilegais cometidos por policiais em São Paulo e em outros estados brasileiros.

Segundo o relatório, alguns homicídios foram atribuídos a operações policiais contra organizações criminosas transnacionais no estado de São Paulo durante o primeiro semestre do ano, bem como a operações realizadas entre julho de 2023 e abril em áreas da Baixada Santista, incluindo a cidade portuária de Santos. O texto destaca que tais ações, conhecidas como operações Escudo e Verão, foram deflagradas após a morte de policiais militares no litoral paulista.

A reportagem buscou esclarecimentos junto ao Governo de São Paulo sobre as menções no relatório e sobre o posicionamento do governador Tarcísio de Freitas, que é um apoiador público de Donald Trump.

O relatório lembra ainda que, no ano anterior, um tribunal paulista acusou dois policiais da Rota, tropa de elite da PM paulista, de homicídio qualificado e obstrução de provas pela morte de Fábio Oliveira Ferreira durante a operação Escudo, em julho de 2023. Um dos acusados, o Capitão Marcos Correa de Moraes Verardino, teria disparado três tiros contra a vítima após sua rendição, enquanto o Cabo Ivan Pereira da Silva teria atirado duas vezes no peito de Ferreira quando ele estava caído no chão. O documento também ressalta que ambos os policiais foram absolvidos na Justiça.

O material produzido pelos EUA aborda ainda a atuação da Polícia Civil de Roraima, citando uma operação que investigou mais de 100 policiais suspeitos de integrar uma milícia e um grupo de extermínio. O relatório aponta que as investigações identificaram casos em que policiais supostamente forneceram segurança armada para garimpeiros ilegais, roubaram e torturaram invasores concorrentes e até roubaram os próprios chefes de garimpeiros, resultando em diversas prisões.

Em relação ao Rio de Janeiro, o relatório do governo Trump destaca os desdobramentos do assassinato politicamente motivado da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, em 2018. Em março de 2024, a polícia prendeu o deputado federal Chiquinho Brazão e seu irmão Domingos Brazão, membro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, devido ao suposto envolvimento na ordem do crime. Ambos se tornaram réus no STF por homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

O relatório também detalha que dois ex-policiais foram condenados pelos assassinatos: Ronnie Lessa, que recebeu 78 anos e nove meses por disparar os tiros que mataram Franco e Gomes e feriram uma assessora, e Élcio de Queiroz, condenado a 59 anos e oito meses por conduzir o carro usado na fuga.

 

Sair da versão mobile