Nas últimas 24 horas, a ofensiva militar da Rússia na Ucrânia intensificou-se, com mais de 400 ataques sendo registrados na região de Zaporizhzhia. Entre as ações mais graves está o bombardeio de uma instalação ferroviária em Kharkiv, que resultou na morte de pelo menos três pessoas. Moscou também anunciou a tomada de uma vila localizada na região de Dnipropetrovsk, no centro-leste ucraniano.
As autoridades militares da cidade de Stepnohirsk confirmaram, na segunda-feira (4), que três pessoas perderam a vida após os ataques em Zaporizhzhia. Outro ataque, desta vez utilizando drones no distrito de Chuhuiv (Kharkiv), causou a morte de mais três civis.
A estatal ucraniana de ferrovias, Ukrzaliznytsia, relatou que a estação de Lozova foi atingida por um ataque russo, matando um mecânico e deixando quatro trabalhadores feridos. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, lamentou o ocorrido e afirmou que mais dez pessoas ficaram feridas, incluindo duas crianças, nas áreas residenciais de Lozova.
Durante a madrugada desta terça-feira (5), a Força Aérea da Ucrânia afirmou ter abatido 29 drones Geran-2, modelo baseado na tecnologia iraniana Shahed, que sobrevoavam as regiões Norte e Leste do país.
Em meio à escalada militar, a Rússia segue registrando números recordes de ataques com drones. Apenas no mês de julho, foram mais de 6.200 disparos desse tipo, conforme dados da agência France Presse — o maior número desde o início da invasão em fevereiro de 2022.
Diante disso, Zelensky voltou a pressionar a comunidade internacional para ampliar as sanções contra o setor energético russo. Segundo ele, as restrições econômicas têm efeito, desde que sejam aplicadas com rigor. O presidente ucraniano reforçou a necessidade de medidas mais duras contra os países que colaboram com o financiamento da guerra por meio da compra de petróleo russo.
Na mesma linha, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas adicionais de até 25% à Índia, caso o país siga comprando petróleo russo em grande escala.
Além disso, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou que suas forças conquistaram a vila de Sichneve (também chamada Yanvarskoye, em russo), localizada próximo à fronteira com a região de Donetsk — um movimento considerado estratégico no avanço militar russo no leste do território ucraniano.