Nesta segunda-feira (25), a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou que a Polícia Federal aumente o efetivo de segurança ao redor da residência de Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto.
O pedido da PGR orienta que o reforço seja feito “em tempo integral”, sem invadir a esfera privada do ex-presidente ou causar “perturbação às relações de vizinhança”. Bolsonaro e outros sete réus, integrantes do chamado “núcleo crucial” da tentativa de golpe, começarão a ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima terça-feira, 2 de setembro.
O parecer que requisita o aumento do policiamento cita um ofício enviado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ).
Em 20 de agosto, a Polícia Federal identificou que Bolsonaro foi mencionado em um esboço de pedido de asilo político na Argentina. A minuta, de 33 páginas, foi elaborada em fevereiro de 2024, logo após a deflagração da operação que investigou o suposto plano de golpe dos aliados do ex-presidente. O documento estava vinculado a Fernanda Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Ao ser instada pelo ministro Moraes a esclarecer a situação, a defesa de Bolsonaro afirmou que o ex-presidente não cogitou deixar o país e destacou que o documento não é contemporâneo ao período em que ele se tornou réu.
Além do esboço de asilo, a investigação apontou novos descumprimentos de medidas cautelares por parte de Bolsonaro. A PGR tem até quarta-feira (27) para se manifestar sobre a manutenção da prisão domiciliar ou a eventual prisão preventiva. Segundo fontes próximas ao procurador-geral Paulo Gonet, não houve mudanças significativas nas provas, e a prisão em regime fechado poderia gerar tensão desnecessária.