O evento ganhou maior repercussão após Brasil e aliados optarem por não convidar os Estados Unidos, em meio a tensões diplomáticas com Washington decorrentes das sanções aplicadas pelo governo de Donald Trump. Cerca de 30 convidados participarão, incluindo representantes de Espanha, Uruguai, Colômbia e Chile. Países como Alemanha, Canadá, França, México, Noruega, Quênia, Senegal e Timor Leste também foram convocados. O secretário-geral da ONU, António Guterres, deverá comparecer representando a União Europeia.
Na terça-feira (23), Lula e Trump tiveram um breve encontro nos bastidores da Assembleia-Geral, após o líder brasileiro discursar defendendo a soberania nacional e criticando ataques ao Judiciário. Posteriormente, Trump declarou que houve “excelente química” entre os dois e antecipou que uma nova conversa ocorrerá na próxima semana.
Ainda na quarta-feira, Lula participa, ao lado de Guterres, de uma reunião voltada ao avanço na entrega das NDCs — metas de descarbonização assumidas por cada país ou bloco. A União Europeia, porém, não deve apresentar suas metas em Nova York, frustrando solicitações da COP30, a conferência de clima da ONU prevista para Belém, em novembro.
O cronograma inicial previa que os países oficializassem suas metas em fevereiro, prazo cumprido por poucas nações, incluindo o Brasil. Espera-se que a delegação brasileira entregue um sumário executivo das ações do país na preparação da COP30.
Para encerrar sua agenda, Lula deve conceder entrevista coletiva a jornalistas brasileiros e estrangeiros. Sua partida de Nova York está prevista para cerca das 18h, horário de Brasília.