Ícone do site Brasil Direto Notícias

Cogumelos mágicos eram vendidos camuflados em “chocolates da noia”

Por

cogumelos-magicos-eram-vendidos-camuflados-em-“chocolates-da-noia”

Cogumelos mágicos eram vendidos camuflados em “chocolates da noia”

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), em apoio à Operação Psicose, deflagrada pela Polícia Civil do DF (PCDF), encontrou em um depósito de tabacarias um esquema ilegal em que traficantes produziam chocolates contendo psilocibina — substância proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e extraída do cogumelo, que provoca euforia, alucinações e alterações na percepção do tempo.

Os agentes apreenderam diversos tabletes, batizados de “chocolate da noia”. Os “doces” já estavam embalados e prontos para a venda.

Vídeo: 

Mais detalhes:

“Império dos Cogumelos”

Ainda durante as diligências, os agentes encontraram um sofisticado laboratório de produção de drogas alucinógenas, que mostra um verdadeiro “Império dos Cogumelos”.

O local era dividido em cômodos, cada um dedicado a uma fase da produção. Cogumelos estavam espalhados por bandejas com filtros de ventilação, caixas e sacos plásticos — alguns ainda em preparo, outros já prontos para a venda.

Nas imagens obtidas pelo Metrópoles, é possível ver as drogas embaladas, empacotadas e até carimbadas, indicando um esquema profissional de comercialização.

Veja:

Linha de produção

Dois universitários do Distrito Federal estão entre os presos durante a Operação Psicose. De forma meticulosa e organizada, Igor Tavares Mirailh e Lucas Tauan Fernandes Miguins transformaram laboratórios improvisados em uma verdadeira linha de produção. Diferentes espécies de cogumelos eram cultivadas e comercializadas por meio de uma plataforma on-line com aparência profissional:

A logística de entrega também surpreendeu os investigadores. Os produtos eram despachados em embalagens discretas, enviados tanto por transportadoras privadas quanto pelos Correios, em um modelo semelhante ao dropshipping, que dificultava a identificação do material.

Além disso, os universitários mantinham um grupo exclusivo de WhatsApp, no qual clientes trocavam experiências, relatavam efeitos, compartilhavam orientações de consumo e recebiam recomendações diretas dos vendedores. Essa rede de comunicação funcionava como estratégia de fidelização, criando uma comunidade em torno da droga.

Veja imagens do esquema chefiado pelos universitários:

6 imagensFechar modal.1 de 6

Material cedido ao Metrópoles2 de 6

Material cedido ao Metrópoles3 de 6

Material cedido ao Metrópoles4 de 6

Material cedido ao Metrópoles5 de 6

Material cedido ao Metrópoles6 de 6

Material cedido ao Metrópoles

 

 

Sair da versão mobile