O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, voltou a solicitar um encontro bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a próxima Assembleia-Geral da ONU, que será realizada na próxima semana em Nova York, nos Estados Unidos.
A última tentativa de reunião ocorreu em maio deste ano, por ocasião da cúpula do G7 no Canadá. Embora Lula tenha aceitado o convite à época, a reunião acabou não acontecendo por incompatibilidade de agendas.
O único encontro efetivo entre os dois líderes aconteceu em setembro de 2023, também à margem da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Antes disso, um desencontro marcado por acusações mútuas ocorreu durante o G7 de Hiroshima, em 2023. Na ocasião, Lula afirmou que Zelenski não compareceu ao encontro marcado, enquanto o líder ucraniano respondeu que o presidente brasileiro “não encontrou tempo” para recebê-lo.
Este novo pedido de reunião pode ser interpretado como uma tentativa de ajuste diplomático por parte do governo brasileiro, especialmente após Lula ser criticado por sua visita recente à Rússia e pela percepção de que mantém uma postura mais simpática a Moscou.
Desde que reassumiu a Presidência, em 2023, Lula tenta se posicionar como um possível mediador no conflito entre Ucrânia e Rússia, guerra que se arrasta desde 2022. No início do mandato, o governo brasileiro chegou a sugerir uma parceria com a China para construir uma proposta conjunta de paz, mas a ideia foi recusada por Zelenski.
Mesmo assim, o presidente brasileiro manteve-se envolvido no tema. Em maio deste ano, após participar das comemorações do aniversário de 80 anos da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial, Lula ligou para Putin e o incentivou a participar de negociações em Istambul para discutir um cessar-fogo. As reuniões aconteceram, com a presença de delegações russas e ucranianas, mas nenhum dos dois presidentes compareceu.